'Expoentes do crime organizado estão mandando esses atentados'

ENTREVISTA

Eduardo Reina, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2010 | 00h00

Paulo Adriano Telhada

COMANDANTE DA RONDAS OSTENSIVAS TOBIAS DE AGUIAR (ROTA)

Um dia depois de escapar de um atentado a tiros, o comandante da Rota, Paulo Adriano Telhada, de 47 anos, disse ontem que os ataques contra ele e contra o quartel da Rota são uma represália às ações enérgicas da PM contra o crime organizado. E destacou que as ações foram realizadas a mando de expoentes do crime organizado.

Os atentados têm alguma relação com o crime organizado?

É possível. A PM tem incomodado muito o crime organizado nos dois últimos anos. Prendemos muita gente, desarticulamos ações, apreendemos armas, dinheiro e drogas.

Esses dois ataques mais os carros queimados na zona leste foram feitos pelo mesmo grupo?

Sobre os carros queimados é difícil falar. Mas os tiros contra o quartel são um sinal de ação planejada do crime organizado. Quiseram provocar um impacto mais psicológico. Esse bandido (atingido após o atentado ao quartel) que morreu saiu da cadeia em fevereiro. Devia estar devendo para todo mundo. Aí, mandaram ele fazer tal coisa. Se não fizesse, iam quebrar ele.

Há uma guerra declarada do PCC contra a Rota?

Para mim está claro que esse partido, se um dia teve força, hoje já era. Uma facção que já foi desarticulada. Quem está mandando esses atentados são expoentes do crime organizado que estão aparecendo.

Os ataques podem continuar?

Que isso que aconteceu sirva de alerta para todo mundo. Estão atacando pai de família, autoridade. Está na hora de a sociedade mostrar sua força. Vamos dar uma resposta enérgica, dentro da lei. Todo mundo está sujeito a sofrer um atentado: polícia, jornalista ou político.

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