Explosivos não derrubam prédio, mas danificam nove casas

Imóveis vizinhos tiveram telhas e vidros de janelas quebrados; Prefeitura promete ressarcir os moradores prejudicados

/ A. F., O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2012 | 03h06

Além de ter derrubado apenas dois dos seis andares do prédio do antigo moinho, a implosão no centro de São Paulo deixou marcas na vizinhança. Pelo menos nove imóveis próximos foram danificados pela explosão, às 17h35 de anteontem, segundo a Defesa Civil.

"Os problemas foram de pequeno porte, como telhas e vidros quebrados. Por isso, não precisamos interditar nenhuma das casas", disse o coronel Jair Pacca de Lima, coordenador do órgão. A Prefeitura prometeu ressarcir todos os moradores que tiveram prejuízos.

De acordo com funcionários da Desmontec ouvidos pelo Estado ontem, o edifício não foi totalmente destruído durante a implosão porque não houve tempo hábil para planejar a ação. Contratada de forma emergencial, a empresa teve praticamente um dia para estudar o local e organizar a detonação dos explosivos. "Demoramos ao menos quatro a cinco dias para planejar uma implosão desse porte", afirmou um dos técnicos.

No domingo, a Prefeitura afirmou ter usado 800 quilos de dinamite, mas ontem a administração não confirmou mais a quantidade utilizada e disse que o número só será revelado durante a auditoria do serviço, que é obrigatória quando há contratação emergencial. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) negou novamente que tenha havido falha no procedimento. Questionado sobre as críticas de especialistas, que dizem que a implosão foi incompleta, Kassab afirmou estar seguro do sucesso da operação. "Essas afirmações são desrespeitosas e esses especialistas vão precisar voltar aos bancos das escolas de Engenharia".

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