Explosivos já são usados em mais da metade dos ataques

Imperícia na utilização, porém, foi um dos principais fatores que levaram ao fracasso das ações criminosas

Marcelo Godoy e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2011 | 00h00

A partir de maio, o uso de explosivos para abrir caixas eletrônicos se disseminou no Estado de São Paulo. Janeiro e fevereiro registraram apenas um ataque utilizando bombas. Em maio, foram 41, que correspondiam a 36% do total. O recorde, porém, foi em julho, quando 52% das ocorrências foram realizadas com a ajuda de explosivos.

"Algumas dessas quadrilhas utilizam o explosivo C4 para arrombar os cofres", contou o delegado-geral Marcos Carneiro Lima. "O uso do explosivo foi um dos fatores que levaram ao crescimento desse tipo de crime", afirmou o delegado. Essa ação já era comum no Nordeste desde o ano passado - em 2010, mais de cem casos foram registrados em Pernambuco, para efeito de comparação. Mas foi com a explosão de ataques em maio que a tecnologia se tornou praxe em São Paulo. Se antes os bandidos demoravam horas para abrir um caixa com pés de cabra, agora em poucos minutos fazem o serviço.

A imperícia dos ladrões no uso de explosivos, porém, foi um dos principais fatores que levaram ao fracasso dos ataques. Em alguns casos, os assaltantes não sabiam como detonar o explosivo plástico. Em outros, a quantidade utilizada era tanta que inutilizava o dinheiro.

O aumento no número de casos com explosivos também fez os bancos utilizarem cada vez mais os mecanismos de tingimento das notas. Outro instrumento que passou a ser usado com mais frequência é o maçarico - o primeiro registro no Estado no ano aconteceu em junho e, depois, 19 casos já foram registrados.

 

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