Explosão provoca incêndio em apartamento na zona oeste de São Paulo

Segundo bombeiros, hipótese é de que um vazamento de gás teria causado o incidente

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo / Atualizado às 20h05

04 de abril de 2013 | 12h40

Duas pessoas ficaram feridas após explosão em um apartamento no 4º andar de um prédio residencial na Rua Filipinas, número 86, na região do Alto da Lapa, zona oeste de São Paulo. Nove viaturas do Corpo de Bombeiros foram chamadas ao local para combater as chamas, que iniciaram por volta das 11h30 de quinta-feira.

"O barulho foi tão alto que foi possível ouvir de outras ruas, mas nunca imaginei que tivesse sido no meu próprio prédio", afirmou uma das moradoras, que trabalha em uma avenida próxima ao edifício. "O chão tremeu e os cacos de vidro voaram", disse Roberto Damas, de 57 anos, morador do terceiro andar que inalou fumaça na tentativa de apagar o fogo com extintores. Ele foi levado ao Pronto Socorro da Lapa, sendo liberado logo em seguida.

Segundo a perícia, a explosão foi provocada quando um pedreiro tentava soldar a tubulação de gás do apartamento 48. Identificado apenas como Moisés, o pedreiro estava trabalhando em uma obra e pediu para que o zelador, Geraldo Caetano, desligasse o registro de gás. Ao acender o maçarico para soldar os canos, ocorreu a explosão. Os porteiros disseram que Caetano afirmou ter sentido um cheiro forte de gás e, ao se dirigir ao quarto andar para averiguar a situação, acabou sendo atingido pelas chamas.

Moisés foi encaminhado ao Hospital de Clínicas (HC) e o zelador, levado ao Hospital São Paulo, ambos com queimaduras. Caetano permanecia estável até o início da noite. Já o HC não identificou o paciente Moisés para conceder maiores detalhes. Os moradores do edifício afirmam que os dois saíram do prédio conscientes e caminhando, mas com as roupas e cabelos chamuscados. Eric Lincoln Demate, de 27 anos, morador do terceiro andar, disse ter saído correndo após o desabamento do teto de seu banheiro. Na escada, encontrou o pedreiro. "Ele estava desorientado e eu o ajudei a descer. Sua pele estava escura, com manchas vermelhas, e o seu rosto, machucado."

Além do apartamento 48, três no mesmo andar (41, 42, 47) e um no andar abaixo (38) foram danificados. Os moradores relataram que as portas voaram de suas estruturas. Já as vidraças quebraram, espalhando-se pela rua e pelo quintal do prédio. A proprietária do 48, onde mora sozinha, não quis conceder entrevista.

Culpado. Para saber quem vai pagar os estragos causados pela explosão, alguns procedimentos devem ser tomados antes de apontar culpados. O advogado Márcio Rachkorsky, especialista em direito condominial, disse que é importante que o condomínio assuma o seu seguro para ver se o acidente estaria coberto pela apólice. Da mesma forma, é preciso identificar se a proprietária tem apólice de seguro, assim como a empresa que estava fazendo a obra. "Se não for encontrado o 'pai da criança', em primeira análise, a responsabilidade é da proprietária, e não do condomínio", afirmou.

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