Explosão mata aluno de escola militar no Rio

Dez ficaram feridos - três em estado grave - após a detonação de um artefato em acampamento na Vila Militar em Deodoro

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2012 | 03h05

Um aluno de 21 anos da Escola de Sargentos de Logística do Exército morreu na noite de anteontem por causa da explosão de um artefato na Vila Militar, em Deodoro, zona oeste do Rio. Dez outros ficaram feridos - três em estado grave - e estão hospitalizados. O Exército investiga o caso e prevê que a causa do acidente que matou Vinícius Figueira Benedito Eugênio só será esclarecida no fim do inquérito policial militar, em 40 dias.

Segundo o Comando Militar do Leste (CML), a explosão ocorreu por volta das 21h no Campo de Instrução do Camboatá, acampamento onde 11 alunos se preparavam para passar a noite. Eles haviam acendido uma fogueira e se preparavam para jantar quando o artefato explodiu. O grupo não usava explosivos, apenas material para simulação.

Os últimos que usaram explosivos na área, segundo o CML, foram militares do Centro de Instrução de Operações Especiais que deixaram o local em 2011. Após treinamentos, porém, é feita uma varredura para identificar e retirar explosivos. Acredita-se que um artefato, não identificado até ontem, tenha sido esquecido lá. Segundo o comandante Abílio Sizino de Lima Filho, pode ter sido uma mina, bala de canhão ou granada, acionada pela fogueira ou uma pisada.

Morador de Nilópolis, na Baixada Fluminense, Vinícius será enterrado hoje no Rio. O curso reunia 240 alunos, mas eles se dividiram em grupos. O treinamento, que começou na segunda-feira, acabaria hoje.

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