Explosão em túnel mata 2 presos e fere um no Carandiru

Presos já tinham escavado metade do caminho até a rua; suspeita-se que tenha acontecido vazamento de gás

Ricardo Valota, do estadão.com.br

28 de agosto de 2007 | 05h49

Dois presos morreram e um ficou gravemente ferido após uma explosão, na madrugada desta terça-feira, em um túnel que estava sendo construído para fuga, no interior do Complexo Hospitalar Penitenciário do Carandiru, na zona norte de São Paulo. Os três realizavam as escavações. Há suspeita de que tenha acontecido vazamento de gás no local.   Duas equipes dos Bombeiros foram acionadas pelo hospital. Segundo as primeiras informações, os presos já tinham escavado metade do trajeto até a rua quando foi ouvida a explosão – os presos morreram carbonizados. O detento ferido foi encaminhado em estado grave para o pronto-socorro do Mandaqui. O nome dos mortos e do sobrevivente ainda não foram divulgados.   Outras fugas   No dia 12 de julho de 2001, o Hospital Penitenciário chegou a ser fechado após ter sido descoberto um túnel que partia da sala de fisioterapia. Na ocasião, a interdição e o afastamento temporário dos funcionários do hospital foram decididos pela coordenadora de presídios da capital e da Grande São Paulo, Elizabeth Duarte, e pelo juiz-corregedor de presídios, Clayton Alfredo Nunes.   Quatro dias antes, dia 8, havia ocorrido a maior fuga da história do Complexo do Carandiru, que inclui a Penitenciária do Estado. Naquele dia, 106 presos fugiram do Pavilhão 8 da Casa de Detenção, que atualmente não existe mais, por meio das galerias. O túnel havia sido cavado de fora para dentro.   Pelo túnel encontrado no hospital quatro dias após a fuga nenhum detento teria escapado. No dia 26 de novembro do mesmo ano, outros 103 detentos escaparam da Penitenciária do Estado, utilizando um túnel, também cavado de fora para dentro do presídio.

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