Explosão de bueiro no Porto do Rio deixa 1 morto e 2 feridos

Acidente teria sido causado por faísca em contato com óleo que vazou para galeria de águas pluviais

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2012 | 03h03

Um operário morreu e dois ficaram feridos depois que um bueiro de águas pluviais explodiu em uma área contígua ao armazém 30 do Porto do Rio de Janeiro, por volta das 10h30 de ontem. A causa do acidente não havia sido identificada até as 20 horas.

Investigação preliminar de técnicos da Defesa Civil do município e da Polícia Civil indicaram a existência de "considerável quantia" de óleo na galeria de águas pluviais ligada ao bueiro. O produto teria vazado horas antes do acidente. Quando ocorreu a explosão, três funcionários da empresa Triunfo Logísticas, que arrenda a área, faziam obras de manutenção no local, usando solda. A suspeita é de que uma faísca tenha entrado em contato com o óleo que vazou, causando a explosão.

A área onde fica o bueiro é concedida pelo governo à Companhia Docas do Rio, que arrenda para a Triunfo Logística, responsável pela manutenção. Segundo a Companhia Docas, Rafael Martins de Souza, de 29 anos, morreu. Paulo Bento Pereira, de 52 anos, e Carlos Ribeiro, de 53, foram encaminhados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, e não correm risco de morte. Paulo sofreu fratura exposta no braço direito e queimadura superficial no rosto e ainda ontem seria transferido para um hospital particular. Carlos, ferido em um dos braços, foi medicado e seria liberado ainda ontem.

Barreira. Para evitar que o óleo se espalhasse, técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) instalaram uma barreira de contenção na saída da galeria para a Baía de Guanabara. Dentro do porto, a área próxima do local do acidente foi isolada, os veículos foram retirados e as operações, suspensas até que seja descoberta a causa do acidente e sanado o possível vazamento.

O Inea investiga se uma operação de transporte de derivados de petróleo para a refinaria da Petrobrás em Manguinhos, promovida na área do Armazém 30 anteontem à noite, contribuiu para o acúmulo de óleo na galeria de águas pluviais.

A refinaria utiliza uma tubulação própria, que não fica perto da galeria. Técnicos do Inea farão hoje nova inspeção na área onde fica o bueiro.

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