Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Explosão causa desabamento e faz 4 vítimas na Brasilândia

Segundo o Corpo de Bombeiros, três imóveis de um mesmo terreno foram afetados no acidente, ocorrido nesta manhã; adolescente de 19 anos ficou cerca de 5 horas soterrada

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2013 | 10h13

Atualizado às 12h58

SÃO PAULO - O menino Juliano do Carmo Silva, de 1 ano e 3 meses, foi resgatado nessa segunda-feira, 19, ileso após explosão provocada por gás que fez desabar um imóvel de dois andares na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo, onde mais três pessoas da família também ficaram soterradas, mas sobreviveram.

O primeiro a ser salvo foi um garoto de 10 anos que tem paralisia cerebral e estava em uma cama. Ele teve um machucado leve na boca e fratura em uma das pernas. O dono do imóvel, Edízio do Carmo Silva, de 53 anos, foi retirado com queimaduras de terceiro grau em 30% do corpo e estava internado em estado grave.

A mãe do bebê, Jaqueline Rodrigues do Carmo Silva, de 19 anos, foi a última a ser resgatada dos escombros pelo Corpo de Bombeiros, após cinco horas e meia. Ela reclamou de dores em uma das pernas, que não podia mexer. "A família nasceu de novo", disse o ajudante-geral Adilson do Carmo Silva, de 26 anos, marido de Jaqueline e filho de Edízio.

Os vizinhos ouviram um estrondo às 7h30. Familiares acreditam que havia ao menos oito botijões de gás na residência, onde moravam oito pessoas, em dois andares e uma edícula.

Com a explosão, garrafas PET foram lançadas do primeiro andar da casa e cobriram os telhados vizinhos. O material era guardado pelo dono do imóvel, que, segundo vizinhos e parentes, havia ameaçado matar a família em outras ocasiões. Segundo testemunhas, ele furou um botijão com um objeto e disse que "todos iriam morrer".

A assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública informou que o 45.º DP (Brasilândia) vai apurar se o incêndio foi acidental ou criminoso. A Polícia Civil investigará por que, segundo testemunhas, o dono do imóvel mexia em um botijão de gás momentos antes da explosão.

O pedreiro Carlos Rodrigues, de 40 anos, que morava no segundo andar com mais dois filhos e a mulher, filha de Silva, disse que estava saindo de casa quando ouviu um forte estrondo. "Eu saí correndo e fui resgatar meu filho", disse. O menino de 10 anos que tem paralisia não fala nem pode andar. O resgate mais complexo foi o de Jaqueline, que estava no primeiro andar da casa. Um muro havia ficado por cima dela e existia o risco de outra parede desabar. Até a noite de ontem, sete casas vizinhas estavam interditadas pela Defesa Civil.

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