Explosão abre buraco em muralha de presídio em Guarulhos

Segundo nota oficial da Secretaria de Administração Penitenciário, ninguém fugiu; buraco tem um metro

Solange Spigliatti, estadao.com.br

01 de agosto de 2008 | 11h17

Uma bomba que explodiu na manhã desta sexta-feira, 1, abriu um buraco muralha da Penitenciária Adriano Marrey II, na altura do km 13 da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A explosão foi ouvida por volta das 10 horas. Segundo primeiras informações do Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom), duas equipes foram acionadas mas não há informações sobre feridos.    Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que não houve fuga na penitenciária. O buraco feito na muralha da unidade é de aproximadamente um metro. De acordo com policiais do grupamento aéreo da PM, o helicóptero Águia foi ao local para ajudar nas buscas de dois suspeitos, que estariam em um matagal próximo e que teriam atirado o artefato, mas ninguém foi encontrado. Agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) verificam a procedência do artefato.   Memória   Em 6 de julho de 2003, uma tentativa de resgate de preso tornou o presídio Adriano Marrey conhecido nacionalmente. Ao tentar resgatar o ladrão Alexandre dos Santos, condenado a 25 anos, com o auxílio de um helicóptero, o piloto do equipamento terminou com ferimentos graves por tiros de fuzil.   Era a segunda vez em São Paulo que um helicóptero foi utilizado para resgatar detentos de presídio. Em 17 de janeiro de 2002, numa ação arrojada, os assaltantes Aílton Alves Feitosa e Dionísio Aquino Severo foram resgatados da Penitenciária José Parada Neto, também em Guarulhos. Os dois foram recapturados. Severo acabou assassinado no Centro de Detenção do Belém. Por causa dessa fuga os presídios passaram a ter cabos de aço atravessando os pátios e os campos de futebol para impedir a descida de helicópteros.   (Colaborou Gustavo Miranda, do estadao.com.br)

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