Experts pedem revisão das políticas públicas

A abordagem e as alternativas oferecidas à população que vive nas ruas de São Paulo precisam ser urgentemente revistas. A opinião é de especialistas e ativistas que há mais de uma década lidam com o problema.

Bruno Tavares, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2010 | 00h00

Para Alderon Costa, que colabora com projetos da Associação Rede Rua e edita do jornal O Trecheiro, o primeiro passo é criar um programa de prevenção capaz de evitar que as pessoas resolvam viver nas ruas. "A ação deve envolver algumas secretarias-chave, como Saúde, Habitação e Trabalho", defende. Costa assinala ainda que os setores da economia que mais demandam mão de obra hoje nada têm a ver com o perfil dos moradores de rua. "Vivemos na era da informática, só que essas pessoas nunca tiveram contato com computador. O poder público precisa criar vagas de empregos condizentes com o grau de instrução da população de rua", adverte.

Se não bastasse isso, diz ele, os moradores de rua ainda estão cada vez mais suscetíveis ao crack. "Não adianta só levar para o albergue, como se fazia antes com aqueles que consumiam álcool. É preciso que se leve em conta essa nova realidade, que torna toda a situação ainda mais complexa", diz Costa.

Violência. Coordenadora da Associação Minha Rua, Minha Casa, Rosana Baesso Brunetti também adverte para o aumento da violência. "Essas pessoas são acordadas com jatos d"água pela Prefeitura, levam bombas no Glicério. Soma-se a isso a falta de infraestrutura na saúde e na moradia. Essa chacina é o reflexo disso tudo."

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