Exército passa controle da Penha para o Bope

Troca de comando oficial ocorre dois dias antes do fim do convênio do Ministério da Defesa com o governo do Rio

MARCELO GOMES / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h08

Dois dias antes do término do convênio firmado em 2010 entre o Ministério da Defesa e o governo do Rio, o Exército entregou ontem à Polícia Militar o controle oficial das últimas duas favelas do Complexo da Penha, na zona norte, que ainda estavam ocupadas pelos militares.

Em um ano e meio de atuação, a Força apreendeu cerca de 20 mil papelotes de cocaína, 8 mil trouxinhas de maconha, 800 pedras de crack e 26 armas. "Aqui era o centro logístico operacional da facção criminosa que dominava essa região e levava terror ao Rio. Hoje não temos mais isso. O que temos é um tráfico de drogas local, de consumidores locais, como em qualquer outra comunidade. Não é mais uma favela exportadora de droga", disse o general de brigada Carlos Sarmento, comandante da Força de Pacificação do Exército. "Desde a pacificação, não houve um tiro de arma pesada."

Segundo o Estado noticiou no dia 18, os 18 meses de ocupação do Exército custaram R$ 333 milhões aos cofres federais.

Por volta das 5h30, cerca de 500 policiais militares de diversas unidades especializadas, coordenadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), ocuparam as Favelas Vila Cruzeiro e Parque Proletário. A previsão é de que a tropa permaneça nas duas favelas por um mês, até a inauguração das duas últimas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na região.

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