Exército manda prender militar que baleou rapaz

Três oficiais estão envolvidos em agressão ocorrida em Ipanema após a Parada Gay, no último domingo

Bruno Boghossian / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 00h00

O Exército determinou a prisão preventiva de dois militares acusados de agredir e balear um rapaz de 19 anos em Ipanema, na zona sul do Rio, após a Parada Gay do último domingo.

O Comando Militar do Leste não especificou o autor do disparo, mas confirmou a suspeita de participação dos terceiros-sargentos Ivanildo Ulisses Gervásio e Jonathan Fernandes da Silva no episódio. Os dois estavam de serviço no Forte de Copacabana, próximo do local onde o rapaz foi ferido.

A Polícia Civil declarou que um dos suspeitos confessou a autoria dos disparos, mas afirma que três militares estão envolvidos no episódio.

Segundo o delegado Fernando Veloso, da 14.ª Delegacia de Polícia (Leblon), a motivação das agressões contra o jovem foi homofobia, mas que um dos suspeitos afirmou que o disparo que atingiu o rapaz teria sido acidental. Exames periciais nas armas apreendidas com os militares e os depoimentos de testemunhas permitiram a identificação dos envolvidos no caso. A participação do autor do tiro não foi detectada imediatamente pelo Exército, pois o acusado teria tentado ocultar o crime, repondo a cápsula que havia sido disparada.

Os três suspeitos deverão ser indiciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e com dificuldade de defesa para a vítima). Os envolvidos também podem ser julgados em instância militar por desvio de conduta.

O jovem D. foi ferido com um tiro de pistola na barriga depois de ser abordado por três homens fardados.

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