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Exército instaura inquérito militar para apurar vazamento de dados de transexual

Estudante Marianna Lively denunciou ter sido fotografada enquanto entregava os documentos de alistamento em quartel de Osasco; Exército afirma que responsáveis serão punidos

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

29 de setembro de 2015 | 11h06

Atualizada às 18h47

SÃO PAULO - O Exército Brasileiro informou que instaurou inquérito militar para apurar e responsabilizar os envolvidos no vazamento de fotos e documentos de uma transexual em um quartel em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.

A estudante de Administração e transexual Marianna Lively, de 18 anos, havia denunciado na segunda-feira, 28, ter sido fotografada enquanto entregava os documentos de alistamento militar no quartel do Complexo Militar de Quitauna, no bairro de mesmo nome. Imagens dela ao lado de documentos pessoais entregues no local, com o nome masculino de nascimento e telefone, foram publicados na internet em tom de piada por servidores.

Não foram divulgados quem seriam os servidores responsáveis. Em nota, o Exército afirmou que "não discrimina qualquer pessoa, em razão da raça, credo, orientação sexual ou outro parâmetro". "O respeito ao indivíduo e à dignidade da pessoa humana, em todos os níveis, é condição imprescindível ao bom relacionamento de seus integrantes com a sociedade."

O Exército disse ainda que "não compactua com este tipo de procedimento e empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta, sejam corrigidos, dentro dos limites da lei".


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