Exército é chamado para ajudar nas reformas de Cumbica

Diretor de engenharia da Infraero disse que militares irão continuar serviço paralisado pela Queiroz Galvão

Alberto Komatsu, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2008 | 20h33

A Infraero vai acionar o Exército para colaborar com as obras de ampliação e reforma do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo a partir de janeiro do ano que vem. Foi o que informou nesta sexta-feira, 28, o diretor de engenharia da estatal que administra 67 aeroportos no País, Mário Jorge Moreira.  De acordo com o executivo, o Batalhão de Engenharia e Construção do Exército assumiria a pavimentação da ampliação do pátio de aeronaves, obra contratada com um consórcio capitaneado pela construtora Queiroz Galvão, mas que está paralisada desde maio. Mesmo que o contrato seja repactuado, já é certo que o Exército fará obras complementares.  "O Exército já há muito tempo trabalha com a Infraero. É corriqueiro. Nós sempre tivemos contratos com o Exército", afirmou Moreira, que participou ontem do 7º Simpósio de Transporte Aéreo (Sitaer), realizado num hotel em Copacabana, zona sul do Rio.  Segundo o diretor da Infraero, o contrato com o consórcio liderado pela Queiroz Galvão está suspenso por causa de divergências entre os valores aplicados no contrato e um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União. Moreira estima que essas obras devem demorar pelo menos dois anos. "É uma equiparação de preços para que se chegue num nível aceitável perante os órgãos de controle, para que a gente possa retomar sem nenhum problema mais", diz Moreira, que não soube estimar a diferença de valores. Ele conta que mesmo que o consórcio retome o contrato, o Exército vai fazer uma pequena parte do pátio, que não está no contrato. "As outras obras do terminal 3 vão ser licitadas normalmente, no próximo ano", acrescentou. O executivo afirmou que o consórcio da Queiroz Galvão está contratado para fazer obras de ampliação dos sistemas de pistas e a construção de um pátio de aeronaves que chama-se pátio remoto, com mais 14 posições de aeronaves. Já o Exército, independente da repactuação deste contrato, vai iniciar uma obra chamada interface de pátio. "É uma área que precisa ser pavimentada para melhorar a capacidade de estacionamento", afirmou Moreira.

Tudo o que sabemos sobre:
Aeroporto de CumbicaInfraeroGuarulhos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.