Exemplos, EUA e Cingapura bebem água de reúso

O que o governo do Estado promete como uma das soluções para a crise hídrica em São Paulo já é usado em locais que tradicionalmente sofrem com a seca. É o caso de Israel, Cingapura e o Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Nesses locais existe uma legislação específica, onde a potabilidade da água depende da "qualidade do esgoto".

O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2014 | 02h03

Nos Estados Unidos, por exemplo, o esgoto industrial não pode virar água potável. O recurso purificado é destinado para as indústrias. A água de reúso que vai para a torneira dos americanos é resultado do tratamento do esgoto doméstico. Em Cingapura, que também tem regulamentações específicas para o tratamento de cada tipo de esgoto, a água de reúso não passa por mananciais e novos tratamentos, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) precisará fazer aqui.

Esses exemplos, de acordo com especialistas na área, devem ser usados não apenas na escolha da técnica empregada, mas para estabelecer uma discussão em torno da lei brasileira. Se novas normas fossem criadas, o custo do reúso cairia e o processo seria mais rápido.

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede Água da ONG SOS Mata Atlântica, ressalta mais um problema: a falta de universalização do saneamento básico no Brasil. "Na prática, já estamos bebendo o esgoto, o lixo e todos os resíduos das famílias excluídas do sistema", disse. Para a especialista, apesar de ter qualidade, é melhor mesmo que a água de reúso não vá direto para as casas. "A tubulação tem problemas e sujeiras que comprometem a pureza da água." / A.F. e R.I.

Tudo o que sabemos sobre:
águacrise hídricasão paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.