Executivo é primeiro morto no acidente sepultado no RJ

Guilherme Duque Estrada foi identificado porque documentos no seu bolso não foram atingidos pelo fogo

Fabiana Cimieri, do Estadão

19 de julho de 2007 | 17h21

A primeira vítima do acidente do vôo 3054 da TAM a ser enterrada no Rio de Janeiro foi o vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Indústria Química (Abiquim), Guilherme Duque Estrada, de 64 anos. Seu corpo foi identificado na última quarta-feira pelo sobrinho Hélio Beltrão, de 40 anos, no Instituto Médico Legal de São Paulo. O reconhecimento foi possível porque no bolso da sua calça estavam documentos que não foram atingidos pelo fogo. A identificação legal foi feita através da comparação de impressão digitais. Duque Estrada foi enterrado no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, cidade onde nasceu. Cerca de 200 pessoas acompanharam o sepultamento. A mulher dele, Maria Antonieta Pardal, com quem ficou casado por 38 anos, estava muito abalada e precisou ser sedada para poder acompanhar o cortejo. Ele tinha dois filhos, Carlos Eduardo, de 34 anos, e Mariana, de 30, que está grávida de dois meses de um bebê que seria o primeiro neto da vítima.  Mais cedo, o corpo do gerente regional do SBT de Porto Alegre, José Luís Souto Pinto, também foi identificado, segundo os colegas de emissora, por meio dos documentos dele que permaneceram intactos, mas na capital gaúcha ninguém sabe o estado do corpo, pois ele chegou em um caixão fechado na madrugada desta quinta-feira. O velório foi realizado no crematório metropolitano São José, na capital gaúcha, onde estavam a mãe dele dona Genesi, de 83 anos, sua esposa Neusa, e a filha Débora , de 26 anos, que atualmente faz mestrado em Brasília. Somente à noite o filho Igor, de 19 anos, chegará de Sidney, na Austrália, onde estuda.  No maior acidente da história da aviação brasileira, um Airbus A320 da TAM vindo de Porto Alegre derrapa na pista do Aeroporto de Congonhas, atravessa a Av. Washington Luís e se choca com um prédio e com um posto de gasolina, causando explosão e incêndio. Pelo menos 190 pessoas morrem, entre passageiros, tripulantes e funcionários do prédio.

Tudo o que sabemos sobre:
Mortes vôo 3054

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.