Excesso de ruído em obra causa autuação

Infração foi lavrada no dia 14; Prefeitura pediu a suspensão parcial de atividades no canteiro do Campo Belo

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2013 | 02h05

A Prefeitura de São Paulo autuou os responsáveis pela obra de expansão da Linha 5-Lilás do Metrô por excesso de ruído e outras irregularidades ambientais. Houve o pedido de suspensão parcial das atividades.

A infração foi lavrada no dia 14 do mês passado e trata do canteiro do Poço Bandeirantes, na Rua Rita Joana de Sousa, no Campo Belo, zona sul.

Foi justamente ali que, na segunda-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participou de uma cerimônia de instalação do "tatuzão", máquina que escavará e montará parte do túnel da Linha 5.

De acordo com o processo da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), o consórcio deveria suspender as atividades relacionadas à emissão de dejetos sem sistema de contenção e tratamento. "Ficam paralisadas ainda", continua o documento, "emissões de materiais particulados na atmosfera".

A SVMA divulgou que o canteiro emitia ruídos em um nível acima do permitido por lei. Uma multa foi aplicada e solicitada a suspensão das obras. O valor da multa nem o patamar do barulho identificado foram divulgados.

A pasta informou que os responsáveis têm 20 dias para recorrer, a partir da notificação, realizada no dia 1.º de julho, quando a obra deveria ter sido paralisada. Em nota, o Metrô informou que os canteiros têm "rigoroso controle" da disposição dos materiais e que o auto de infração foi lavrado após o fim das atividades do Consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa, "o que não interferiu na continuidade" da obra. "O consórcio autuado solicitou a nulidade do termo de suspensão."

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