Excesso de confiança pode confundir motorista experiente

A aula no simulador lembra um jogo de videogame, mas com muito mais elementos da vida real. Todos os itens de um carro estão presentes: cinto de segurança, pedais, câmbio, freio de mão, sinalizadores de seta. Para quem tirou a CNH há dez anos, como eu, a atividade parece muito fácil. O primeiro módulo ensina práticas básicas, como trocar marchas.

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2014 | 02h04

Uma professora virtual vai dando instruções do que deve ser feito. A cada módulo, os três monitores do equipamento passam a demonstrar situações mais difíceis para o motorista. Como no videogame, a cada exercício cumprido, uma luz verde na tela indicava que eu havia passado com sucesso pelos desafios. Como não era uma iniciante e só havia recebido luzes verdes até então, decidi acelerar até 120 km/h, velocidade máxima da via.

O excesso de confiança, porém, fez com que eu terminasse o exercício de forma não muito feliz. Entusiasmada com o simulador e também orgulhosa do meu desempenho, não prestei atenção à placa de animais na pista que aparecia na tela e terminei minha aula atropelando um grupo de mamíferos que atravessou a rodovia repentinamente. Ainda bem que era apenas uma simulação.

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