Excesso de confiança causou acidente do Metrô, diz promotor

Réus vão responder por homicídio culposo e podem pegar até 6 anos de prisão pelo acidente que matou sete

Carolina Freitas, da Agência Estado,

06 Janeiro 2009 | 14h35

O excesso de confiança dos funcionários do Metrô e do Consórcio Via Amarela foram determinantes para o desabamento nas obras da Estação Pinheiros em janeiro de 2007, afirmou nesta terça-feira, 6, o promotor Arnaldo Hossepian Filho. A denúncia feita por ele contra 13 pessoas que trabalhavam na construção da Linha 4 do Metrô foi aceita nesta terça pela juíza da 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros, Margot Pegossi.  Veja também:Justiça aceita denúncia contra 13 pelo acidente do MetrôSaiba quem são os 13 denunciados pelo acidente Famílias ainda brigam na Justiça após acidente do MetrôEmpresas do Via Amarela vencem nova licitaçãoVia Amarela transferiu técnicos após acidente Confira as conclusões do IPT sobre o acidente   Especial sobre o acidente do Metrô Vídeo da cratera no Metrô  Versão da Via Amarela sobre o acidente      Os réus - oito funcionários do consórcio e cinco do Metrô - responderão à Justiça por homicídio culposo (sem intenção) causado por desabamento. Sete pessoas morreram no acidente, que deixou 230 desabrigados e aconteceu no dia 12 de janeiro de 2007. Na denúncia de 36 páginas, o promotor aponta que houve negligência e imprudência por parte dos acusados. "O que levou à catástrofe foi o excesso absoluto de confiança, que fez com que certas cautelas não fossem adotadas", disse o promotor em entrevista coletiva na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE). "O excesso de confiança foi determinante para o acidente."

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