Ex-vice-prefeito de Itu é condenado por morte de advogado

Oliveira Júnior recebeu pena de 20 anos por assassinato de Humberto da Silva Monteiro e tentativa de homicídio de radialista

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2015 | 09h29

SOROCABA - O empresário Élio Aparecido de Oliveira Júnior foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio e tentativa de homicídio, em julgamento encerrado na noite desta quinta-feira, 26, em Itu, na região de Sorocaba, no interior de São Paulo. O tribunal do júri acatou a denúncia de que ele seria o mandante da emboscada em que foi assassinado a tiros, em 2006, o advogado da prefeitura, Humberto da Silva Monteiro. Outro alvo da emboscada, o radialista Josué Dantas, assessor de imprensa da prefeitura, recebeu um tiro de raspão e sobreviveu ao ataque.

Na época, Oliveira Júnior era vice-prefeito da cidade e dirigente do Ituano, o atual campeão paulista de futebol. O crime teria sido motivado por divergências políticas. O julgamento durou 12 horas. De acordo com a sentença lida às 21h30 pelo juiz Hélio Furukawa, o réu foi condenado a 15 anos pelo crime de homicídio duplamente qualificado e a cinco anos pela tentativa de homicídio.

Por não ter sido preso durante o processo, Oliveira Júnior pode recorrer em liberdade. Seu advogado informou que já aguarda o julgamento de medida que pede a anulação do processo.

Outros quatro participantes nos crimes foram julgados e condenados, entre eles os dois autores dos disparos. 

Caso. A caminhoneta em que o advogado e o radialista estavam sofreu emboscada em um semáforo, no centro de Itu. Dois homens, Tiago Martins Bandeira e Eduardo Aparecido Crepaldi, atiraram contra as vítimas e fugiram em motos. Eles tinham sido contratados para a execução do crime por Luiz Antonio Roque e pelo ex-policial militar Nicéas Brito, que eram seguranças do então vice-prefeito.

Após ser apontado como mandante, Oliveira Júnior mudou-se para Ribeirão Preto, onde se elegeu vereador. Em 2011, teve o mandato cassado após ser detido por dirigir embriagado e desacatar policiais.

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