Ex-presidente da Câmara de SP diz ter sido seqüestrado

Armando Mellão Neto ficou desaparecido por quase 30 horas e foi liberado próximo à Rodovia Anchieta

Ricardo Valota, do estadão.com.br; e Andressa Zanandrea, do Jornal da Tarde,

26 de junho de 2008 | 02h33

O empresário e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Armando Mellão Neto, de 46 anos, afirma ter sido vítima de seqüestradores que o dominaram no final da tarde da última terça-feira, 24. Ele ficou quase 30 horas desaparecido. Na quarta-feira, 25, por volta das 21h30, Mellão teria sido deixado pelos supostos seqüestradores no início da Estrada Martin Afonso de Souza, na Vila Balneária, em São Bernardo do Campo, próximo à Rodovia Anchieta. Em depoimento no 03º Distrito Policial de São Bernardo, o ex-vereador afirmou ao delegado que, por volta das 17 horas de terça-feira, foi levado por três desconhecidos quando, em um Volkswagen Jetta, saía de um posto de gasolina na Avenida Francisco Morato, região oeste da capital. Mellão contou que foi abordado por um homem armado com um revólver e que, ao reagir, foi dominado por outros dois. Seus olhos foram vendados, o algemaram, amarraram seus pés e o colocaram no porta-malas de um Santana branco. Em seguida, o empresário teria sido levado para um cativeiro. Como ficou constantemente com os olhos vendados, não soube descrever o local, mas afirmou que pode perceber que os criminosos se revezavam e que havia galinhas e vacas próximos ao local onde ele era mantido refém. Na quarta-feira à noite, os criminosos o colocaram no porta-malas e o liberaram próximo da Rodovia Anchieta. Como parentes e amigos de Armando não foram contactados pelos seqüestradores, o ex-vereador era considerado desaparecido. O carro da vítima segue desaparecido. Segundo a polícia, não foram realizados saques da conta bancária do ex-vereador. Agentes da Delegacia Anti-Seqüestro(DAS) irão investigar o ocorrido. Nenhum suspeito havia sido detido pela polícia até o início da madrugada desta quinta-feira.

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