Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Ex-policial mata esposa e filho a tiros e se suicida, diz polícia de Sertãozinho

Duas armas achadas no local foram apreendidas e vão passar por perícia. A suspeita é de que problemas financeiros tenham motivado a tragédia

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2019 | 17h38

SOROCABA – Um ex-policial militar, sua mulher e um filho do casal de 21 anos foram encontrados mortos com ferimentos causados por arma de fogo, nesta segunda-feira, 10, dentro da casa da família, em Sertãozinho, interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o ex-policial Leonardo dos Reis Andrade, de 41 anos, teria atirado na mulher, Rosa Ana Andrade, de 39 anos, e no filho Bruno Aparecido Andrade e depois se suicidado.

A tragédia aconteceu na casa da família, na Rua Antônio Malaquias Pedroso, no bairro Recreio dos Bandeirantes. Duas armas achadas no local foram apreendidas e vão passar por perícia.

Conforme a polícia, um amigo do ex-policial recebeu uma mensagem passada por ele, de manhã, dizendo que tinha matado a família e pedindo que avisasse a polícia. O homem decidiu ir primeiro à casa do amigo. Quando chegou ao local, viu que os carros da família estavam na garagem, mas ninguém atendeu aos seus chamados.

O celular do ex-PM também não atendia e ele decidiu acionar a polícia. Os policiais encontraram os corpos da mãe e do rapaz em quartos da casa, enquanto o policial estava caído na sala do imóvel. Os três já estavam mortos, todos com ferimentos na cabeça.

As duas primeiras vítimas foram mortas em suas camas, provavelmente enquanto dormiam. Os agentes apreenderam um revólver calibre 32 e uma carabina calibre 44, possivelmente usados nos crimes.

De acordo com familiares, depois que saiu da PM, Leonardo montou uma metalúrgica e trabalhava também como engenheiro em uma empresa da cidade. Ele e Rosa estavam casados há mais de 20 anos e não havia histórico de desentendimentos. A suspeita é de que problemas financeiros tenham motivado a tragédia, mas a polícia informou que os motivos ainda serão investigados. Os corpos foram levados para necrópsia no Instituto Médico Legal (IML).

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