Ex-policial é condenado a 24 anos de prisão por morte de delegada

Investigador expulso da Polícia Civil perseguiu e matou delegada com 13 tiros; ele aguardará preso a apreciação de recurso do caso

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2014 | 19h49

O ex-policial civil Fábio Agostino Macedo foi condenado a 24 anos de prisão pelo assassinato da delegada Denise Quioca em 2010. O crime aconteceu no interior do 1º Distrito Policial de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, onde Denise trabalhava.

A decisão de condenação foi tomada pelo Tribunal do Júri da Comarca de Guarulhos nesta semana e a pena foi estipulada pela juíza Maria Gabriela Riscali Tojeira. A Justiça entendeu que Macedo agiu de forma torpe, empregou meios crueis e que não possibilitou a defesa da delegada, que tinha 28 anos.

Macedo chegou a ocupar o posto de investigador na Polícia Civil, mas foi expulso do órgão de segurança. Após terminar um relacionamento com Denise, o ex-policial chegou a perseguir, ameaçar e chantagear a delegada, segundos informações apresentadas pela acusação do processo. Em dezembro de 2010, ele invadiu a sala onde estava a vítima e descarregou duas pistolas, acertando-a por 13 vezes e a matando na hora.

"Ao assim agir, [Macedo] finalizou a incansável perseguição feita à ofendida ao longo de seus últimos meses, período em que Denise tentava refazer sua vida, em paz", descreveu a acusação. A delegada era noiva de uma tenente da Polícia Militar na época do crime.

No processo, há a descrição os momentos finais da vida de Denise."Fabio (...) dirigiu-se ao Distrito Policial dois dias antes do Natal, e dissimulando seu propósito homicida (..) pediu para retornar ao gabinete de Denise para usar o banheiro, e lá dentro, descarregou as duas armas de fogo em sua direção, matando-a ali mesmo, com absoluta frieza e com total insensibilidade para com a vida humana", apontou a promotoria.

O ex-policial foi condenado a cumprir pena de 24 anos de prisão inicialmente em regime fechado. A defesa de Macedo já recorreu da decisão, mas o condenado aguardará no presídio de Tremembé a apreciação do recurso.

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