Ex-policial é assassinado em Perdizes

Pai do chef Ivan Achcar, do restaurante Alma Cozinha, ele foi atingido por 7 tiros; sócio do estabelecimento também foi baleado e levado para Hospital das Clínicas

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

28 Março 2014 | 23h13

SÃO PAULO - O ex-policial Wilson Achcar, pai do chef Ivan Achcar, foi morto a tiros na noite desta sexta feira, 28, na esquina das Ruas Caiowá e Rua João Ramalho, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Caio Mancini, sócio de Ivan no restaurante Alma Cozinha, que fica próximo do local do crime, também foi baleado e levado ao Hospital das Clínicas. O restaurante foi aberto em janeiro e Wilson teria pedido informalmente reforço policial ao local.

O delegado Adriano Menechini, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que dois homens em uma moto passaram em frente ao local em que Wilson e Mancini estavam conversando e atiraram. "Vieram aqui e executaram. Não foi tentativa de roubo. Não teve diálogo, ele (Wilson) tinha uns R$ 800 e não levaram", disse. Wilson recebeu sete tiros no tórax e no pescoço. Mancini foi atingido no ombro.

Segundo o delegado, em um posto de gasolina na Rua João Ramalho foram encontrados um capacete e uma blusa que podem ser dos criminosos. Os pertences foram levados ao 91.º DP (Ceagesp).

Testemunhas. Um comerciante que trabalha na Rua Caiowá e diz ser amigo de Mancini afirmou que, pouco antes das 19 horas, passou pela calçada, cumprimentou os dois e se dirigiu ao trabalho. Foi quanto ouviu os tiros. "Foram vários tiros. Ouvi uns cinco. Subi correndo para a varanda e já vi os dois caídos no chão. Quando desci, o Caio pediu ajuda e nós chamamos o socorro", disse.

Achcar permaneceu próximo à cena do crime durante a perícia e não quis falar com a imprensa. Segundo uma prima de Wilson, o ex-policial tinha 67 anos e estava fora da polícia havia cerca de 15 anos. Ele deixa a mulher (a ex-mulher é mãe de Caio), dois filhos e netos.

"Era uma pessoa que gostava de viver e que estava retomando o convívio com a família", afirmou uma amiga de infância. "Parece até ironia do destino. Ele parecia tão feliz de estar mais próximo do Ivan, resgatando a relação", disse ela.

O caso será investigado pelo DHPP.

Mais conteúdo sobre:
Assassinato Perdizes

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.