Reprodução Google maps
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Ex-policial civil é executado a tiros no Ipiranga

Crime aconteceu por volta de 6h50 e assustou quem morava no entorno

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2018 | 14h30

SÃO PAULO - O ex-policial civil do Grupo de Operações Especiais (GOE), Ricardo Scramim, de 48 anos, foi executado a tiros na manhã desta quarta-feira, 25, na região do Ipiranga, na zona sul de São Paulo. Para a Polícia Civil, a autoria e o motivo do crime ainda são desconhecidos.

Segundo as investigações, Scramim saiu antes mesmo de tomar café da manhã, de carro, e deixou o filho em uma estação do Metrô. Na volta para casa, parou no farol vermelho do cruzamento da Ruas Lino Coutinho com a Lord Cockrane, no Ipiranga, a cerca de 1 quilômetro de distância do seu prédio. Eram por volta das 6h50.

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Sem o ex-policial notar, um criminoso o perseguia em uma moto branca com a placa coberta por um saco plástico. No cruzamento, ele subiu a calçada. Câmeras de segurança filmaram o momento em que o atirador desce do veículo e anda em direção ao Volkswagen Tiguan, onde Scramim estava sozinho. Exceto por dois veículos estacionados, o carro da vítima era o único na rua.

O criminoso usa as duas mãos para disparar 13 vezes. Os tiros acertaram o vidro do lado do motorista, formando uma linha em diagonal. Scramim foi atingido por 10 balas de calibre 9 mm, de uso restrito - a maioria na região do pescoço e da cabeça. Também foi alvejado no braço, um sinal de que tentou se proteger.

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Segundo as investigações, o ex-policial estava desarmado. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Logo após o ataque, o atirador voltou para a moto e fugiu. A área é descrita como "tranquila" e sem histórico de crimes por quem mora ou trabalha na região.

No local, a perícia encontrou apenas o celular da vítima, que foi apreendido. Investigadores do 17.º Distrito Policial (Ipiranga), delegacia responsável pelo caso, querem saber com quem Scramim falou nos últimos dias, para tentar identificar algum suspeito.

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Sem pistas. Aos policiais, familiares  afirmaram que Scramim não sofreu  ameaças antes do ataque. Sem pistas sobre o atirador, os investigadores apreenderam, com autorização dos parentes, um computador do ex-policial e vão analisar os arquivos em busca de informações que possam ligar a vítima ao criminoso.

Em paralelo, os agentes também estão coletando imagens de câmeras de segurança da região. O objetivo é mapear a área e o tempo que Scramim foi seguido, além da rota de fuga do atirador. 

Scramim foi afastado do cargo de investigador da Polícia Civil em abril de 1999, após ter sido preso - o motivo não foi informado pelos investigadores. Mais tarde, seria demitido  da corporação "a bem do serviço público", punição máxima para processo administrativo.

Atualmente, o ex-policial cursava Direito e era estagiário em um escritório voltada para a área Criminal. Ele também atuava como vendedor, segundo as investigações.

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