Ex-PM do caso da Cavalaria volta ao banco dos réus em Santos

No primeiro julgamento, acontecido em 2001, o ex-soldado foi condenado a 59 anos de prisão

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

20 de setembro de 2007 | 16h33

Acontece nesta quinta-feira, em Santos, um novo julgamento do ex-soldado da Polícia Militar Humberto da Conceição, acusado de executar, com outros três PMs, três jovens, em fevereiro de 1999, no município de Praia Grande - no crime que ficou conhecido como Caso da Cavalaria.   Humberto já havia sido condenado a 59 anos de prisão, em 2001, mas a defesa recorreu porque a condenação foi superior a 30 anos. Tanto o réu quanto os outros PMs - Edivaldo Rubens de Assis, Marcelo de Oliveira Christov e Alessandro Rodrigues de Oliveira - foram condenados a mais de 30 anos no primeiro julgamento.   Edivaldo foi condenado a 52 anos de reclusão no 1º júri e, em 2001, e a 49 anos no segundo, no ano passado. Humberto, no primeiro julgamento, também em 2001, recebeu uma sentença de 59 anos de reclusão. Já Marcelo, condenado a 59 anos e 6 meses em 2001, teve a pena reduzida em três anos e seis meses em abril do ano passado. Alessandro Rodrigues de Oliveira, que recebeu a mesma pena no primeiro julgamento, deve voltar novamente ao banco dos réus no começo do ano que vem.   Em fevereiro de 1999, três jovens foram abordados pelos policiais quando saiam de um baile de carnaval no Ilha Porchat Clube, em São Vicente. Os PMs executaram Anderson Pereira dos Santos, de 14 anos, Thiago de Passos Ferreira, de 16 anos, e Paulo Roberto da Silva, de 21. Os corpos foram achados somente 17 dias depois do crime em um mangue, em Praia Grande. Os três policiais foram expulsos da corporação e cumprem pena no Presídio Militar Romão Gomes.

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