Ex-mulher de Bruno diz que plano era matar bebê

Em depoimento, Dayanne revelou que, no começo das investigações, goleiro chorou e disse que sua carreira havia acabado

Marcelo Portela CONTAGEM (MG), O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2010 | 00h00

No primeiro dia de depoimentos dos acusados do sequestro e morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes Eliza Samudio, de 25 anos, a ex-mulher do jogador, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, fez declarações que podem complicar a situação de ao menos parte dos acusados.

Em cinco horas de depoimento, ontem, ela confirmou que Bruno temia uma "armação" por parte de Eliza e revelou que teve informação de que o braço direito do jogador, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, planejava matar a ex-amante do goleiro e o bebê que seria fruto do relacionamento com Bruno.

Dayanne afirma que soube disso pelo primo do goleiro Sérgio Rosa Sales. Ele, por sua vez, teria ouvido o plano de outro primo de Bruno, um rapaz de 17 anos detido pelo crime.

Em depoimentos à polícia, o adolescente já havia afirmado que Macarrão pretendia matar o bebê, mas que o próprio Bruno, que teria assistido à execução de Eliza na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, ficou com pena e impediu a morte do filho. No entanto, em outro depoimento, o rapaz isentou Bruno de envolvimento direto no caso. Eliza foi vista pela última vez em 10 de junho. O corpo nunca foi encontrado.

Dayanne confirmou ontem o depoimento prestado à Polícia Civil, no qual contou que no início das investigações sobre o desaparecimento de Eliza, Bruno reuniu a família na casa da avó, na região metropolitana de Belo Horizonte. "O Bruno foi a Ribeirão das Neves e só chorava e dizia que carreira dele havia acabado. Que ele seria preso. Mas não sabia o que tinha acontecido com a menina (Eliza)."

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