Ex-ministro Juca Ferreira vai cuidar da Cultura em São Paulo

Sociólogo será anunciado nesta semana com a missão de espalhar atividades culturais pela periferia

Adriana Ferraz e Nataly Costa, O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2012 | 10h36

SÃO PAULO - O ex-ministro Juca Ferreira, de 63 anos, vai assumir a Secretaria Municipal de Cultura no governo de Fernando Haddad (PT). Filiado ao partido, Juca deu o “sim” ao futuro prefeito no fim de semana e deve ser anunciado na quinta-feira, 13. Seu nome é o sétimo ligado ao governo federal confirmado no novo secretariado paulistano. Chega a São Paulo com o peso de ter lutado contra a ditadura, tendo sido exilado no Chile e na Suécia.

Com a experiência de ter comandado o Ministério da Cultura na gestão Lula por dois anos e meio, após a saída de Gilberto Gil, de quem era secretário executivo, Juca terá a missão de cumprir um desafio ousado: espalhar equipamentos culturais pelos 96 distritos da capital.
 
No plano de governo anunciado por Haddad na campanha eleitoral, também está a ampliação de internet gratuita pelos bairros, a descentralização da Virada Cultural e a implementação de uma bolsa-cultura, cujas regras ainda não estão definidas. Fortalecer a programação cultural na rede dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) é outra determinação do petista, que participou da criação do modelo, ao lado da então prefeita Marta Suplicy (PT).

Ligado a lideranças socioambientais, o futuro secretário foi morar na Espanha depois que deixou o governo e passou a compor a Secretaria-Geral Ibero-Americana, que reúne 22 países, entre eles o Brasil. Na gestão Dilma Rousseff, chegou a fazer críticas à gestão de Ana de Hollanda, que o sucedeu. Já com a atual ministra Marta Suplicy (PT), mantém bom relacionamento.

Baiano, o escolhido de Haddad também estava cotado para assumir um cargo no governo da Bahia. Em Salvador, já atuou como vereador (eleito por duas vezes) e secretário municipal de Meio Ambiente.

Vagas. Com a definição do comandante da Cultura, a equipe de Haddad chega a 22 nomes. A expectativa é de que o petista mantenha o número atual de secretarias, que é de 27. Na lista das pastas ainda desocupadas, três têm função estratégica no governo: Habitação, Segurança Urbana e Serviços.
 
Os últimos nomes devem ser anunciados nesta quinta-feira e seguirão a lógica anunciada por Haddad de formar um governo de coalizão. Com esse conceito, apesar das duras críticas de movimentos sociais e urbanistas, a Secretaria de Habitação será entregue ao PP de Paulo Maluf, assim como a Cohab. 

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