Ex-ministro assumirá Direitos Humanos

Sottili é hoje secretário da Presidência; pasta das Mulheres ficará com Denise Dau

ADRIANA FERRAZ, DIEGO ZANCHETTA, BRUNO PAES MANSO, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2012 | 02h03

Atual secretário executivo da Presidência da República, Rogério Sottili vai assumir a Secretaria Municipal de Direitos Humanos na gestão de Fernando Haddad (PT), a partir de 1.° de janeiro de 2013. O convite já foi feito pelo petista, que deve confirmá-lo hoje no cargo. Além dele, a assistente social Denise Motta Dau será apresentada como a escolhida para comandar a nova pasta de Política para Mulheres.

Braço direito do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, Sottili já foi ministro em exercício de Direitos Humanos e é considerado um dos principais nomes da área no Brasil. Sua indicação, no entanto, pode render problemas a Haddad. O escolhido é acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público Federal. Em junho deste ano, teve seus bens bloqueados pela Justiça, mas a decisão foi revertida dias depois.

O caso é de 2006, quando Sottili era secretário adjunto da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Segundo o MPF, ele autorizou repasses de R$ 725 mil a uma empresa de eventos que não cumpriu o contrato. A denúncia é de superfaturamento e pagamento por serviços não realizados. Ele nega irregularidades.

Primeira-dama. Denise chega à Prefeitura com o aval da futura primeira-dama, Ana Estela Haddad, com quem trabalhou no Ministério da Saúde. Sindicalista ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), tem um histórico de defesa do serviço público. É contra qualquer tipo de terceirização, mesmo que por meio de Organizações Sociais (OS), modelo em curso na cidade. Na Prefeitura, porém, a posição da futura secretária deve se alinhar ao compromisso já firmado por Haddad de não eliminar as parcerias, mas aprimorá-las, com um trabalho forte de fiscalização.

A escolha de Denise põe fim às especulações envolvendo o nome da vereadora Juliana Cardoso (PT). Sondada inicialmente para assumir o cargo, a petista optou por continuar na Câmara Municipal, mesmo que isso impeça o também vereador Ítalo Cardoso (PT) de permanecer na Casa - sem conseguir se reeleger, o vereador só ficaria se a vaga de Juliana fosse aberta.

Com mais essas duas definições, a equipe de Haddad chega a 18 nomes - de um total de 27 secretarias. Anteontem, foram confirmados o sociólogo Cesar Callegari, futuro secretário de Educação, e o jornalista Nunzio Briguglio Filho, para a pasta de Comunicação.

Outros nomes. Na noite de ontem, Haddad ainda negociava a confirmação de outros nomes de PT e partidos aliados. Na pauta, pelo menos três secretarias de maior visibilidade: Segurança Urbana, Serviços e Habitação.

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