Alex Silva/Estadão
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Ex-goleiro Edinho, filho de Pelé, pode voltar para a cadeia

TJ rejeitou novamente recursos apresentados pela defesa; ex-jogador foi condenado em fevereiro a 12 anos de prisão

Luiz Alexandre Souza Ventura, Especial para o Estado

29 de junho de 2017 | 10h11

SANTOS - O ex-goleiro Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, pode voltar para a prisão mais uma vez. Em fevereiro, ele foi condenado a pena de 12 anos, dez meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado, por ligação com o tráfico de drogas na Baixada Santista. Desde então, Edinho ficou seis dias na cadeia do 5º Distrito Policial de Santos, no bairro do Bom Retiro.

Nesta semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou novamente os recursos apresentados pela defesa do ex-jogador, mas o advogado Eugênio Malavasi afirmou que pode oferecer novos embargos. O novo mandado de prisão deve ser emitido assim que se encerrar o prazo para recurso.

Edinho foi goleiro do Santos Futebol Clube e treinador do Tricordiano, time da terra natal de seu pai, Três Corações, no interior de Minas Gerais.

O caso

Preso provisoriamente em junho de 2005 durante a Operação Indra, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) - acusado de ligação com a quadrilha chefiada pelo traficante Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Nadinho -, ficou seis meses na cadeia e foi solto com habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi condenado, em maio de 2014, a pena de 33 anos e quatro meses reclusão, mas permaneceu em liberdade por ser possível a oferta de recursos.

No dia 23 de fevereiro de 2017, a 14ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP reiterou a condenação, mas reduziu a pena para 12 anos e dez meses, em regime fechado. No dia seguinte, Edinho se apresentou no 5º DP de Santos. Horas antes, a defesa já havia entrado com um habeas corpus no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e o ex-goleiro foi solto em 2 de março.

Em 31 de março, o TJ-SP rejeitou mais uma vez os embargos da defesa e determinou a prisão do réu. O advogado Eugênio Malavasi impetrou outro habeas corpus ao STJ, que foi aceito antes de Edinho ser preso.

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