Ex-diretor de cadeia, juiz limitou guarda

Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, o juiz que assumiu o segundo júri do caso Carandiru chamou atenção pela aparência jovem. Mas, aos 37 anos, seu currículo inclui cargos de responsabilidade, como a direção da Cadeia Pública de Peruíbe, que durante a sua administração, em 2003, chegou a ser interditada por excesso de presos.

O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2013 | 02h05

O magistrado não vê comparação entre o Complexo do Carandiru e a cadeia onde trabalhava, com capacidade para 24 detentos mas na época ocupada por um número três vezes maior." Hoje, as cadeias estão sendo trocadas por Centros de Detenção."

Graduado em Direito pela Universidade Metropolitana de Santos em 2000, ele entrou para a Polícia Civil do Estado de São Paulo em julho de 2002, como delegado. Em 2007, deixou o cargo, enquanto estava lotado na seccional de Itanhaém. Tellini já completa sete anos de magistratura e acabou à frente de um processo de mais de 20 anos - que recebeu quando o juiz anterior pediu transferência para outra comarca.

Na 2.ª Vara do Tribunal do Júri do Fórum Regional de Santana, onde atua, ele é conhecido pelo trabalho metódico. Em frente de um dos julgamentos mais complexo da Justiça, não foi diferente. Um das primeiros anúncios feitos por ele à imprensa no começo dos trabalhos foi o cronograma do júri, que prometeu cumprir rigorosamente, não importasse o horário em que os jurados fossem para cama. E assim ocorreu. Na madrugada de ontem o Conselho de Sentença deliberava o futuro dos réus como previsto e o julgamento foi encerrado às 4h.

Um das intervenções mais curiosas de Tellini no júri foi ordenar que não houvesse PMs próximos dos jurados ou do banco dos réus. O juiz temia que os jurados se sentissem ameaçados. /L.B.F.

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