Ex-delegado é condenado após confessar desvio de R$ 500

Esta é a segunda condenação que o ex-chefe da PF em Marília recebe; ele deverá cumprir pena na cadeia

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

12 de março de 2008 | 15h53

A 3ª Vara Federal de São Paulo condenou a quatro ano de prisão o ex-chefe da delegacia da Polícia Federal de Marília, no Interior de São Paulo. Washington da Cunha Menezes que admitiu ter desviado R$ 500,00 da verba utilizada pela PF para a compra de combustível na cidade, recebeu sua segunda condenação consecutiva e deverá cumprir a pena na cadeia, onde já está desde junho de 2007.   O ex-delegado da PF admitiu ter feito o desvio da verba que ele controlava enquanto exercia a função. No entanto, ele alega que a verba teria sido desviada para a compra de cartuchos de impressora que seriam utilizados na própria delegacia. Ele contou que solicitou os R$ 500 ao gerente do "Posto Bola Branca" para ser descontado do crédito que a delegacia possuía com o posto.   O delegado, no entanto, não apresentou nota fiscal de aquisição dos materiais que disse ter comprado, e as testemunhas ouvidas em juízo não confirmaram sua versão dos fatos. O delegado está em prisão preventiva desde 26 de junho de 2007, e cumprirá pena de reclusão, inicialmente, em regime fechado.   Casos antigos   Em agosto de 2007, o ex-delegado foi denunciado à Justiça, sob suspeita de envolvimento em ações criminosas. Em novembro, o Ministério Público de Ourinhos, também no interior, evitou abrir um inquérito contra policiais rodoviários federais presos em outra operação, com receio que Washington Menezes, ainda chefe da unidade, fosse corrupto e abafasse o caso. O processo teria sido levado para a Superintendência da PF, em São Paulo.

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