Ex-corregedor suspeitou de bens de acusado

O então corregedor da gestão Gilberto Kassab (PSD), Edilson Mougenot Bonfim, afirmou nesse domingo, 3, que tinha suspeitas sobre os bens acumulados por Ronilson Bezerra Rodrigues. Bonfim disse que desconfiou do "contorcionismo que Rodrigues fazia para explicar o patrimônio". Ele conduziu apuração separada da que o ex-secretário Mauro Ricardo mandou arquivar.

Artur Rodrigues e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2013 | 02h03

Desde setembro do ano passado a Prefeitura suspeitava do fiscal Rodrigues, que agora é apontado como suposto chefe do esquema que causou prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres municipais. Naquele mês, Rodrigues foi interrogado por Bonfim.

Dois meses depois do interrogatório, a Secretaria de Finanças recebeu uma denúncia anônima sobre o esquema, citando Rodrigues. Conforme o Estado mostrou nesse sábado, 2, o documento era endereçado também a Kassab e à equipe de transição do prefeito Fernando Haddad (PT). Mas o então secretário de Finanças, Mauro Ricardo Machado Costa, recomendou arquivar um procedimento contra ele em dezembro, por considerar que não havia indícios do esquema e de enriquecimento fora do comum.

Além de Bonfim, o interrogatório com Rodrigues foi feito na presença de dois assessores, César Bocuhy e Rodrigo Yokouchi Santos - este último permaneceu na administração de Haddad. A investigação que permitiu a emissão de mandados de prisão para os fiscais Carlos di Lallo Leite do Amaral, Eduardo Horle Barcelos e Luis Alexandre Cardoso Magalhães começou em março deste ano, após cruzamento de dados do patrimônio declarado dos servidores com a renda mensal deles. O ex-corregedor disse que deixou o cargo perto do Natal, antes de terminar a investigação.

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