Evento discute emoções na cidade

Protestos e mobilidade serão debatidos no Sesc

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2013 | 02h01

Dos protestos de junho às recentes intervenções de coletivos que instalam piscinas de plástico no Elevado Costa e Silva, o Minhocão, aos domingos, o evento Cidades Emocionais discute hoje no Sesc Bom Retiro, a partir das 10h30, na região central de São Paulo, como as emoções nas grandes cidades afetam nossas vidas.

A ocupação de espaços públicos e seus consequentes sentimentos despertados serão debatidos no encontro, gratuito e aberto ao público.

O debate faz parte de um movimento que começou em Madri e Barcelona e agora chega ao Brasil - na capital paulista e no Recife. Na internet (ciudadesemocionales.org) foi criado um "observatório", mistura de blog com rede social, no qual as pessoas podem descrever suas emoções relacionadas a cidadania, estilo de vida, redes, hábitat, sustentabilidade, trabalho, participação e espaço público.

Pela manhã, antes dos debates, os participantes vão andar pelas ruas do Bom Retiro e da Cracolândia. "As pessoas vão anotar suas impressões e depois vamos fazer um debate", diz Gustavo Serafim, da Base7 Projetos Culturais, que organiza o evento em São Paulo.

Quem participar do encontro também vai assistir a apresentações dos coletivos Ônibus Hacker, BaixoCentro, ARRua e Efêmero Concreto. Eles vão falar sobre experiências de ocupações em prédios abandonados e a força dos protestos contra o aumento da tarifa de ônibus.

Seis coletivos espanhóis (Paisaje Transversal, El Campo de Cebada, C4C, MediaLab Prado e La Galería de la Magdalena, de Madri, e o Trànsit Projectes, de Barcelona) também vão fazer apresentações.

Mobilidade. Mas não são apenas as emoções positivas criadas pelas grandes metrópoles que estarão em debate. A dificuldade de mobilidade e as consequências emocionais do trânsito no cotidiano também serão discutidas.

"Queremos que as pessoas vejam como os problemas de congestionamento nos afetam emocionalmente. Por isso, as pessoas precisam passar a pensar mais no coletivo do que no particular", diz Serafim.

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