Euforia da disputa deu espaço à preocupação

Cenário: Renée Pereira

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2012 | 03h06

Ao lado de Cumbica e Brasília, Viracopos marcou a primeira privatização de aeroportos no Brasil. Até chegar ao leilão, realizado em fevereiro deste ano, foi um longo caminho. Primeiro foi necessário superar a barreira ideológica contra a privatização dentro do governo petista. Depois, teve de passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU), que revisou o valor mínimo das outorgas que seriam pagas pelos investidores em até 900%. Ainda assim, o leilão conseguiu ágios de 673% - sinal de que alguém estava errado nas contas.

No início, o resultado foi festejado pelo governo. Mas a euforia deu espaço à preocupação. O principal ponto de insatisfação foi a composição dos consórcios vencedores. O governo esperava a entrada de grandes operadores para administrar os aeroportos. No entanto, com regras menos restritivas, a disputa abriu espaço para empresas que operam terminais menores. No Aeroporto de Viracopos, a francesa Egis é uma das sócias da Triunfo e da UTC. A empresa administra 11 aeroportos em países como Gabão, Chipre e Costa do Marfim.

Além disso, passada a ressaca do leilão, hoje se questiona se as propostas feitas pelos consórcios vencedores não estavam superestimadas. A presidente Dilma Rousseff mandou mudar o modelo para restringir a entrada de empresas com menos experiência. Ainda assim, não se sabe se os grandes aeroportos, como Galeão e Confins, serão concedidos para a iniciativa privada.

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