EUA: Justiça livra enfermeira de quarentena

Funcionários do Estado do Maine foram à Justiça para exigir que uma enfermeira americana que recebeu diagnóstico negativo para o vírus Ebola cumprisse quarentena de 21 dias. A medida acabou rejeitada, mas, enquanto aguardava a decisão do juiz Charles LaVadiere, a agente de saúde chegou a ser liminarmente impedida de ir ao cinema ou a centros comerciais. Também se previa a necessidade de ficar a 1 metro de qualquer pessoa ao caminhar em áreas públicas.

MAINE (EUA), O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2014 | 02h02

Ela já havia quebrado a regra de se manter isolada e saiu na manhã de anteontem para dar um passeio de bicicleta com o namorado. Kaci Hickox atuou como voluntária da organização Médicos sem Fronteiras em Serra Leoa e, segundo autoridades americanas, deveria se manter isolada durante 21 dias, período de incubação do vírus. A quarentena só termina no dia 10 de novembro. Funcionários do Estado foram à Justiça para fazê-la respeitar a medida.

Durante o passeio, a enfermeira foi acompanhada pela polícia estadual, que está monitorando seus movimentos e interações com outras pessoas. A polícia não pode detê-la sem uma ordem judicial.

Na noite de anteontem, Kaci conversou com repórteres e apertou a mão de quem a cumprimentou. "Eu não estou disposta a ficar aqui e deixar meus direitos civis serem violados quando não há base científica", afirmou a enfermeira.

Kaci alega que não precisa ficar isolada, pois não apresenta sintomas e teve diagnóstico negativo para a doença. A enfermeira passou o fim de semana em uma tenda em New Jersey, antes de viajar para a casa que divide com o namorado, no Maine. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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