'Eu lembro que eu dei um na Eloá', diz Lindemberg

Em vídeo feito pouco depois de sua prisão, rapaz assume autoria de disparo contra a ex-namorada

Redação,

20 de outubro de 2008 | 22h07

  Pouco depois de ser preso na sexta-feira, dia 17, após manter as jovens Eloá Cristina Pimentel e sua amiga Nayara, ambas de 15 anos, Lindemberg Alves, 22, assumiu a autoria de pelo menos um dos disparos contra Eloá, que morreu no sábado em decorrência do tiro que levou na cabeça na sexta-feira. "Eu lembro que eu dei um na Eloá", confessou.  Veja também:Lindemberg é transferido de Pinheiros para TremembéMultidão acompanha velório de Eloá em Santo AndréNayara passará por nova cirurgia na terça-feira Lindemberg teme ser morto na cadeia e advogada fará a defesa100 horas da tragédia no ABC Saiba como foi o fim do seqüestro Confira cronologia do seqüestro Galeria com imagens do caso  Imagens da negociação com Lindemberg Alves I  Imagens da negociação com Lindemberg Alves II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Eloá, 'uma menina falante'; Lindemberg, 'um trabalhador' Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SPTodas as notícias sobre o caso  A confissão aparece em um registro em vídeo amador feito pouco depois de sua prisão e divulgado nesta segunda-feira, 20, pela TV Record. Lindemberg aparece sem camisa e com o rosto bastante machucado. As mãos estão para trás, aparentemente algemadas. Sua fala é confusa, mas sem mostrar arrependimento ou agressividade. A reportagem não informa onde foram feitas as imagens. Leia a transcrição do áudio: - Eu atire no sofá. Eu acho que atirei primeiro na Eloá. Eu nem sabia que tinha atirado na Nayara.  - (Negociação) Chegou um papel para mim, eu olhei, mas não entendi nada.  - Um (tiro) foi eu que dei. Eu lembro que eu dei um na Eloá. Depois da bomba, eu não vi mais nada. Só consegui ouvir os gritos. A intenção era de ficar o máximo de tempo possível com ela, porque eu amava ela. Eu não tava pensando que a polícia ia lá, nem nada. Eu tava pensando em curtir cada minuto com ela, do lado dela. Só beijo no rosto, ela me beijava no rosto. Chorava, chorava (a Eloá)... Chorou umas duas vezes. Eu trancava ela no quarto. Ela dormia no quarto, eu dormia no sofá e a Nayara no colchão na sala. Eu sabia que ia para a cadeia.  - Foi depois (o disparo). Depois da bomba eu não ouvi mais nada, eu conseguir ouvi os gritos. Só queria ela aqui do meu lado. Eu falava para ela que não conseguia viver sem o cheirinho dela. Eu nunca amei nenhuma menina. Se eu soubesse que ela ia ficar viva, eu voltava... Só queria voltar no tempo, muito atrás lá quando eu errava de ficar com ciúmes dela, ela ficar com o ciúmes de mim. Foi o motivo que nós brigamos, ciúmes da minha parte e da parte dela também.  

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