'Eu esperava mais', diz mãe de Eliza após júri

"Eu esperava mais", declarou Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, ao ouvir a sentença do goleiro Bruno Fernandes, na madrugada de ontem no Tribunal do Júri em Contagem.

CONTAGEM, O Estado de S.Paulo

09 Março 2013 | 02h06

Ainda mais frustrada ela ficou com a decisão de absolver a ex-mulher do jogador, Dayanne Rodrigues do Carmo, da acusação de sequestro e cárcere privado do bebê de Eliza. O menino está hoje sob a guarda de Sônia.

A representante de Sônia no processo estuda como mudar a decisão. "Com certeza vamos recorrer", salientou Maria Lúcia Borges, contratada pela mãe de Eliza para participar da acusação e que discordou também da pena aplicada a Bruno.

Até o fim da tarde de ontem, porém, nenhum recurso havia sido apresentado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Mulheres. "É uma curiosa reviravolta. Depois de tudo o que fez com as mulheres, terminar na mão de mulheres", comentou Sônia pouco antes do fim do julgamento. "Ele foi investigado por delegadas, julgado com uma mulher na acusação, com cinco mulheres para decidir sua sentença e uma mulher para decidir a pena", observou Sônia.

Ela se referia às delegadas Ana Maria Santos e Alessandra Wilke, que investigaram o caso, à advogada Maria Lúcia Borges Gomes, às cinco juradas que, ao lado de dois homens, formaram o júri, e à magistrada Marixa Fabiane Rodrigues. "E isso no Dia Internacional da Mulher", arrematou Sônia.

Durante o julgamento, o goleiro Bruno teve de ouvir várias vezes o promotor Henry Wagner Vasconcelos acusá-lo de desprezar as mulheres.

E foi pela voz da juíza que soube que terá de permanecer na Penitenciária Nelson Hungria, onde já está preso há dois anos e nove meses. / M.P.

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