Ética obrigatória

Bando de loucas

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2012 | 02h04

Deve estar havendo algum engano: em plena invasão corintiana os japoneses proibiram a entrada no país de carne brasileira por causa da vaca louca!

O campeão voltou!

Eike Batista retomou de virada o título de homem mais rico do Brasil. O salto alto, comenta-se no mercado, pode ter derrubado Jorge Paulo Lemann do posto que conquistou dias atrás. Cá pra nós, não deve ser fácil manter a humildade em tais circunstâncias.

Mão boba

A Polícia Federal está certa de que Rosemary Noronha era o "braço político da quadrilha" naquilo que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chama de "seio da Presidência". Há quem diga que houve também braço da Presidência no seio da quadrilha, mas isso teria sido antes da gestão Dilma Rousseff!

Programa de índio

Calma! É cedo ainda para ir pra fila do iPhone 5, que chega finalmente ao Brasil na próxima sexta-feira. Com um pouco de sorte, dá para chegar na véspera do lançamento da nova geração do smartphone da Apple, e ainda voltar pra casa antes do Natal.

A uma só voz!

Seguindo os conselhos de FHC, o PSDB de São Paulo não teve dificuldades para ouvir o "pulsar das ruas" no momento: "Vai Curinthia!"

Praticamente curado

De Luis Fernando Verissimo, ao tomar conhecimento da comoção nacional com seu estado de saúde nos dias em que passou fora do ar no CTI: "Repercutiu é?"

Nada contra a moralidade ou o combate à sem-vergonhice nacional, mas este projeto aprovado no Senado, tornando a Ética disciplina obrigatória no currículo escolar do brasileiro, me fez lembrar a tentativa da ditadura militar de ensinar Moral e Cívica à força aos moleques da minha geração.

Político propondo aulas de boa de conduta, francamente, parece tão confiável hoje em dia quanto milico golpista daquela época dando lições de moral ou, em qualquer tempo, o Joel Santana lecionando inglês.

Honestamente, dá para acreditar numa proposta de reeducação dos padrões éticos nascida no PMDB?

Se for adiante, o projeto de lei do senador paranaense Sérgio Souza tem grandes chances de virar piada na hora do recreio ou, o que é pior, uma chatice capaz de transformar a atual crise de valores em problema que você resolve colando da prova do CDF da classe.

Quem levar bomba na matéria já no ensino fundamental poderá um dia ser recrutado para pós-graduação na chamada "escola do crime" ou, na pior das hipóteses, considerar a reprovação uma indicação vocacional inequívoca para a carreira política.

O brasileiro, como se sabe, dá sempre um jeitinho de se virar!

Vaza

Ninguém aguenta mais Julian Assange na Embaixada do Equador em Londres! Pelo menos três funcionários da representação diplomática já pediram para voltar a Quito.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.