Estudo vai apurar risco em rodoviária

Prefeitura também terá de indicar se Deic e Canindé foram construídos em cima de lixões; Novotel fará levantamento sobre seu subsolo

O Estado de S.Paulo

12 Outubro 2011 | 03h02

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) vai pedir para a Prefeitura detalhar que áreas às margens do Rio Tietê foram construídas sobre lixões e investigar a presença de metano no subsolo. Conforme pedido feito ontem pelo Ministério Público, entre os lugares averiguados estarão o hotel Novotel ao lado do shopping Center Norte, o prédio do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) e o Terminal Rodoviário do Tietê, 2.º maior do mundo, por onde passam 90 mil pessoas por dia.

No caso do Novotel, donos do empreendimento ficarão responsáveis pela investigação. Nas outras áreas, a Prefeitura precisará fazer um estudo prévio - com ele, a Cetesb vai analisar a presença de metano. Outros pontos importantes da região também poderão ser investigados pela Cetesb, se a Prefeitura apontar que eles foram de fato construídos em cima de lixões.

Segundo levantamento da Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara Municipal, com base em fotos de 1950 e de 1978, os terrenos do Estádio do Canindé, do Parque do Trote, do Expo Center Norte e do Shopping D também podem ter algum tipo de contaminação.

No passado, todas essas áreas eram grandes lagoas ao lado do Tietê, que afloraram com a retificação do Tietê. O trecho mais sinuoso do leito ficava justamente entre a Vila Maria e a Freguesia do Ó - mais de 3 milhões de m² foram aterrados nesses seis quilômetros.

Resposta. A assessoria de imprensa do Novotel afirmou que já foi intimada a investigar a presença de metano e cumprirá o prazo dado pela Cetesb e pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O diretor do Deic, delegado Nelson Silveira Guimarães, afirmou que a Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS) já fez prospecções no terreno recentemente e não encontrou gás no subsolo. "Eles perfuraram bem fundo e nada foi achado."

A Socicam, empresa que administra o Terminal Rodoviário do Tietê, disse em nota que "não foi procurada pela Cetesb para realizar a análise no solo". A reportagem havia questionado se a empresa tem algum registro anterior de suspeita de contaminação na área da rodoviária, mas a Socicam não respondeu. A empresa não disse se a investigação vai alterar a operação do terminal. / BRUNO RIBEIRO, FELIPE FRAZÃO, MARCELO GODOY e RODRIGO BRANCATELLI

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