Estudo definirá veto a caminhões na Marginal

Prefeitura tem dúvidas sobre medida proposta com conclusão do Rodoanel

O Estado de S.Paulo

08 Março 2013 | 02h02

A restrição ao tráfego de caminhões na Marginal do Tietê, nas zonas norte e leste da capital paulista, durante todo o dia, agora é dúvida entre os técnicos da administração municipal. A proposta havia sido anunciada como medida subsequente à conclusão do Rodoanel Mário Covas pela gestão Gilberto Kassab (PSD).

Mas a gestão Fernando Haddad (PT) anunciou agora que vai esperar o resultado de um estudo sobre o tráfego de cargas em São Paulo para avaliar os impactos da eventual ampliação na restrição.

Os estudos devem ficar prontos em até 80 dias, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Eles estão sendo feitos em parceria entre a companhia, o Banco Mundial e a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). "Por meio dessa pesquisa será possível obter informações sobre a quantidade de carga transportada, as características das viagens de distribuição (origem e destino, tempos de armazenagem e de transporte, faixa horária), o valor da cargas, as características dos veículos utilizados na sua movimentação, os setores econômicos envolvidos, a natureza das atividades e os custos logísticos", diz a CET, em nota.

"Face às informações obtidas, a base de dados possibilitará a correlação dessas variáveis com as características físicas e operacionais do sistema viário, aspectos físicos e urbanos da ocupação territorial (uso do solo), permitindo projeções da demanda futura de viagens da carga e seus impactos", completa o texto. Atualmente, os caminhões não podem circular na Marginal do Tietê de segunda a sexta-feira, das 5h às 9h das 17h às 22h. Aos sábados, a restrição vale das 10h às 14h.

Na época do início da proibição, a Prefeitura informou que a janela entre os horários de pico só estava sendo mantida porque o Rodoanel não estava pronto - a alternativa proposta foi justamente os Trechos Oeste e Sul da via, que já ligam o norte e o oeste do Estado às Rodovias Anchieta e Imigrantes e à Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste, que é ligada às Rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra.

Críticas. A falta de uma análise detalhada sobre o tráfego de cargas foi uma crítica feita por setores da indústria e do comércio quando as restrições no horário de pico passaram a valer, no começo do ano passado. "Neste momento, o estudo encontra-se na fase de preparação, ou seja, quando estão sendo definidos o envolvimento de cada uma das partes, a metodologia da pesquisa, os questionários, sistema de zoneamento, entre outros", relatou a CET.

"Desse modo, conforme informado acima, assim que a companhia obtiver os resultados preliminares dessa pesquisa terá subsídios para fazer uma análise das restrições implementadas e respectivos impactos." /BRUNO RIBEIRO

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