Estudante paulista é morta no RJ

Seis estudantes e o passageiro de um ônibus foram ouvidos pela Polícia Civil do Rio no inquérito que apura a morte da universitária paulista Jéssica Philipp Giusti, de 21 anos, assassinada na manhã de segunda-feira na cidade de Três Rios.

Pedro Dantas / RIO, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

Segundo as investigações, após visitar os pais em Piracicaba, no interior de São Paulo, Jéssica chegou de ônibus, por volta das 5h, ao Terminal Rodoviário Arsonval Macedo e foi andando para casa. Ela teria sido interceptada por um carro a poucos metros de onde morava, na Rua Barbosa Andrade, no centro de Três Rios. O corpo foi encontrado na Avenida Walcreuse Meireles, na localidade Baixo Purys, próximo do km 17 da BR-040. A polícia não sabe se o criminoso agiu sozinho.

Ontem, os policiais analisaram os dados do computador da estudante. De acordo com a delegada titular da 108.ª Delegacia de Polícia, Claudia Abbud, nenhuma hipótese para o crime está descartada. Ela revelou que apenas o celular da vítima foi levado. Cartão de crédito, documentos, a mala e a mochila da estudante foram encontrados com o corpo. Jéssica cursava o 2.º período de Direito no câmpus de Três Rios da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Os agentes também analisam imagens de câmeras de segurança da cidade. "Não é um crime típico da região. Estamos pedindo a ajuda da comunidade, porque alguém deve ter visto algo. No entanto, as ruas estavam desertas, pois era o primeiro dia do horário de verão", afirmou a delegada.

"Ela foi levada por alguém a 30 metros da minha casa. É assustador porque a cidade nunca teve um crime semelhante. A chegada do crack aumentou a ocorrência de furtos, mas não tínhamos visto nada igual", afirmou Guilherme Botelho, de 21 anos, estudante de Direito da UFRRJ e colega de Jéssica. Ele prestou depoimento ontem e afirmou que a amiga não consumia entorpecentes, não tinha inimigos e era a primeira aluna da turma. O universitário ressaltou que o policiamento na região é deficiente.

Segundo a perícia, ela não tinha ferimentos que indicassem luta corporal ou violência sexual. A morte ocorreu por ferimentos profundos no crânio, provavelmente provocados por vários golpes. Os investigadores também descartaram envolvimento da jovem com drogas. Jéssica foi enterrada ontem, em Piracicaba.

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