Estudante morto no portão de casa na zona leste de SP é enterrado

Carlos Eduardo de Souza foi baleado por bandido na terça; família cedeu imagens da câmera de segurança

Ricardo Valota, Central de Notícias

11 Março 2011 | 11h12

SÃO PAULO - Foi enterrado na manhã desta quinta-feira, 10, o corpo do estudante de Letras Carlos Eduardo de Souza Garcia, de 24 anos, assassinado friamente com um tiro na cabeça no portão de sua casa, na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, por volta das 20 horas da última terça-feira, 8, de carnaval.

 

A família do estudante cedeu, dois dias após o crime, as imagens do assassinato gravadas pela câmera de segurança instalada no quintal da casa, localizada no nº 20 da Rua Xavier da Rocha. Até a madrugada desta sexta-feira, 11, nenhum dos três criminosos que aparecem na gravação havia sido detido, segundo o delegado Renato Marcos Porto, do 56º Distrito Policial da Vila Alpina, onde o caso foi registrado.

 

As imagens mostram o estudante chegando em casa, abrindo o portão e sendo abordado por um dos três bandidos, que passavam pela rua. O criminoso armado entra no quintal, onde já está o estudante, e aponta um revólver para a cabeça de Carlos, que tentou encostar o portão mesmo com os outros dois criminosos na calçada.

 

Segundos depois, o assaltante armado, que teria desistido do roubo, passa novamente por Carlos e pelo portão e os três fogem, mas, no momento em que Carlos Eduardo fecha novamente o portão, o bandido armado volta e atira contra a cabeça do estudante, que ainda tentou se proteger agachando-se junto à parte de ferro inteiriça do portão.

 

Pela imagem, após tentar fechar o portão novamente e ver que um dos criminosos resolveu voltar, o estudante parece tentar se esquivar da mira do criminoso, que passa a arma pelas barras de ferro e atira contra a cabeça da vítima. O pai do estudante viu o filho chegando em casa e sendo abordado e ainda saiu na janela dizendo que o rapaz entregaria tudo.

 

No momento em que descia a escada que dá acesso à garagem, o pai ouviu o disparo e encontrou o filho já caído junto ao portão. O jovem foi levado pelos pais para o Hospital São Cristóvão, na Mooca e foi transferido para o Hospital Metropolitano, mas não resistiu e morreu. Carlos Eduardo trabalhava na empresa do pai, estudava Letras em uma faculdade particular e nas horas vagas ensinava inglês para os colegas de classe.

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