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Jovem morre após ser atingido por apagador de lousa em escola

Testemunhas disseram que os alunos brincavam no intervalo das aulas, quando garota atirou o apagador na direção do adolescente

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2015 | 19h56

SOROCABA - O estudante Fernando Henrique Fragali, de 15 anos, morreu depois de ser atingido na cabeça por um apagador de lousa atirado por outra adolescente, na Escola Estadual Professor Ariovaldo da Fonseca, em Ibitinga, interior de São Paulo. A suposta agressão ocorreu na última quinta-feira, 22, mas o garoto morreu no sábado, 24, na Santa Casa de Araraquara. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a causa da morte.

De acordo com o delegado Márcio Moretto, testemunhas disseram que os estudantes brincavam no intervalo das aulas, quando uma garota atirou o apagador na direção de Fernando. Atingido na nuca, ele teria perdido os sentidos. Quando voltou a si, começou a passar mal e vomitar. A mãe do aluno foi chamada pela direção da escola e o estudante foi levado para o Pronto Socorro Central. Dali, o garoto foi transferido para a Santa Casa de Ibitinga. Como o paciente não se recuperava, ele foi transferido no dia seguinte para a Santa Casa de Araraquara, onde morreu.

Segundo o delegado, o caso só chegou ao conhecimento da polícia depois que o aluno morreu. "Não houve uma comunicação da escola e as informações chegaram truncadas", disse. Ele aguarda o resultado do exame feito no Instituto Médico Legal (IML) para apurar a causa da morte. Foram colhidas amostras para exames químicos, a fim de apurar se o estudante havia ingerido alguma substância que possa ter contribuído para a morte. Ele investiga também se uma avaria na ambulância na viagem, que atrasou em duas horas a transferência do paciente para Araraquara, teve alguma influência.

De acordo com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a direção da escola lamenta profundamente a morte de um se seus alunos. "Todo apoio e solidariedade estão sendo prestados aos familiares e o caso é investigado pela polícia", informou em nota. A Diretoria Regional de Ensino de Taquaritinga, que responde por Ibitinga, também abriu uma apuração preliminar. "A administração regional e a direção da unidade permanecem à disposição da família", conclui a nota.

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