Estudante esfaqueia colega dentro de colégio na Paulista

Autuada em flagrante, garota deverá responder por tentativa de homicídio; vítima não corre perigo

Álvaro Magalhes, Jornal da Tarde

25 de setembro de 2007 | 10h28

 Briga por causa de namorado. Esse foi o motivo que levou a estudante Daniela Costa Néres dos Santos, 19 anos, da 8ª série do Ensino Fundamental do Colégio Rodrigues Alves a esfaquear, na noite de segunda-feira, 24, a colega de classe Joana D’Arc dos Santos Marques, 18 anos. O crime aconteceu dentro da escola, situada na Avenida Paulista, Paraíso, Zona Sul de São Paulo, e indignou alunos, professores e funcionários. Joana foi esfaqueada uma vez no pescoço e duas na barriga. Ela está internada no Hospital São Paulo, Vila Mariana, Zona Sul, e, segundo médicos, não corre risco de morte. Daniela ficou ferida na mão. Antes de ser conduzida ao 5º DP (Aclimação), a estudante foi medicada no Hospital Municipal Vergueiro. Daniela foi autuada em flagrante e deverá responder por tentativa de homicídio. Segundo a polícia, se for condenada, ela poderá pegar de 10 a 12 anos de prisão.  A faca usada no crime tem 20 centímetros de lâmina e é usada para cortar carne. A estudante Flávia Juvenal Sprovieri, 18 anos, amiga de Joana, disse que conversava com ela, na rampa de acesso ao pátio da escola, no intervalo entre a primeira e segunda aula, às 19h45, quando Daniela se aproximou. "Ela perguntou se a Joana não queria briga e em seguida passou a golpeá-la", contou Flávia. Outros estudantes viram a cena e correram para desarmar Daniela. A direção da escola acionou a Polícia Militar. Daniela estuda há dois meses no Colégio Rodrigues Alves. Flávia disse ainda que na última sexta-feira, Daniela brigou com outra menina identificada como Gilsa no pátio da escola, porque a rival beijou seu namorado na rua. Ainda de acordo com Flávia, a amiga Joana nunca teve um caso com o namorado de Daniela. A agressora, no entanto, pensou que Joana fosse "tomar as dores" de Gilsa e, por isso, passou a esfaqueá-la. Até as 23h de ontem, a delegada Regina Issi ainda não tinha voltado do hospital. Ela foi ver a vítima para saber se autuava Daniela por tentativa de homicídio ou por lesão corposal dolosa. O vice-diretor do colégio, Renato Gorotto, afirmou que a direção da escola ainda não decidiu que providências irá tomar com relação a Daniela. Joana estuda há dois anos no colégio.  (Colaborou Solange Spigliatti, do estadao.com.br)

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