Estudante é baleado dentro de escola

Garoto brincava no pátio, em Emei da Cidade Ademar, quando foi atingido na perna; polícia ainda investiga de onde partiu o disparo

WILLIAM CARDOSO, GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2011 | 03h01

Um aluno de 6 anos foi atingido na coxa por bala perdida na manhã de ontem na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Almirante Sylvio de Magalhães Figueiredo, em Cidade Ademar, na zona sul da capital. A criança foi socorrida e recebeu alta durante a tarde. A polícia ainda não sabe de onde partiu o disparo, mas descartou que o tiro tenha sido dado dentro da própria escola.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o menino participava de uma atividade recreativa no pátio da Emei com outras crianças. Após ouvir um barulho de tiro, uma professora que acompanhava o grupo pediu que todos retornassem para o interior da escola.

Foi quando um dos estudantes avisou que o menino estava machucado. "Ele chorava muito; disse que pensou que um coleguinha tinha jogado uma pedra nele", afirmou a recepcionista Elaine Cristina Santana, de 36 anos, mãe da criança.

O garoto foi levado em uma viatura da Polícia Militar para o Pronto-Socorro do Hospital Geral de Pedreira. Ele passou por exames, fez um raio X, mas não teve a bala extraída da perna, por risco de agravar o ferimento. O menino recebeu alta às 15h30.

Para a polícia, ainda é um mistério o local de onde partiu o tiro que atingiu o aluno da Emei. Pessoas próximas à escola chegaram a comentar que houve uma perseguição pelo local, fato negado pela polícia. "Quando cheguei à escola, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal estavam ali. Fui informado de que não houve ocorrência que pudesse estar associada ao tiro", disse o delegado Marco Antônio Olivato, titular do 43.º Distrito Policial (Cidade Ademar).

Foi feita também uma varredura tanto na Emei quanto na Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) Alferes Tiradentes, no terreno ao lado. Em nenhuma das duas foram encontradas cápsulas deflagradas. Um PM revistou até as mochilas dos alunos. A Secretaria Municipal de Educação informou que o disparo não aconteceu no interior das escolas.

O motorista José Reinaldo da Silva, de 29 anos, pai da criança baleada, disse que o filho comentou no hospital ter ouvido o barulho do tiro vindo da Emef. "Mas parentes nossos estudam na outra escola e disseram não ter visto nada de estranho por lá", afirmou Silva.

O delegado disse que solicitou perícia para definir a trajetória da bala. Ele pediu também que a comunidade colabore com informações sobre o atirador por meio do disque-denúncia (181).

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