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Estudante depreda prédio de universidade e causa fuga de alunos

Corre-corre aconteceu depois de aluno ter usado taco de beisebol para quebrar vidros; ele foi preso logo após o incidente

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2017 | 21h21
Atualizado 17 Novembro 2017 | 00h49

SÃO PAULO - O estudante de Design Gustavo Cordelli foi preso na noite desta quinta-feira, 16, após depredar uma sala de aula na Universidade São Judas, na Mooca. Ele usou um taco de beisebol para destruir janelas e atirou carteiras do sétimo andar. Com o barulho, estudantes se assustaram e confundiram a confusão com um tiroteio, o que causou correria na instituição. Ninguém ficou ferido. 

De acordo com testemunhas, Cordelli participava da entrega do relatório do trabalho de conclusão do curso de Design quando começou a discutir com um professor. Um vídeo gravado no momento mostra quando ele abre uma mochila e anuncia: "Sabem o que eu vou fazer?", retirando um objeto. O ato fez com que alunos saíssem em disparada. Com o taco, ele quebrou janelas e atirou carteiras do andar em que estava.

"Eu não quis esperar para ver o que era naquela mochila", disse o seu colega de classe Guilherme Brighente, de 21 anos. "Ele do nada gritou, se exaltou e começou a debater o design da cadeira", disse Brighente. O colega descreveu Cordelli como uma pessoa quieta, mas que enfrentou problemas para terminar o TCC com o grupo em que estava e agora realizava o trabalho sozinho. 

O ataque assustou alunos de todo o prédio. A aluna de direito Gabriela Pontara, de 24 anos, estava subindo para o primeiro andar quando escutou o barulho. "Parecia tiro e logo pensei que era um atentado, algo com terrorismo", disse. Ela relatou que o barulho era alto e ininterrupto, o que a levou a pensar em uma sequência de tiros. Ela e centenas de estudantes abandonaram o que estavam fazendo e fugiram, correndo por mais de 500 metros procurando proteção fora da universidade. 

No caminho, Gabriela ligou pra mãe, que também se assustou com o barulho. "Falei para ela se deitar no chão", disse a mãe, Patrícia. O estudante de publicidade Danilo Santos, de 22 anos, também fugiu da confusão. "Vimos a saída de emergência e fomos para lá, mas estava trancada. Tivemos que quebrar. Era muita gente", disse. Nas imediações da universidade, papeis ficaram espalhados pelo chão. Como é fim de semestre, muitas classes faziam provas no momento da confusão.

O estudante foi preso em flagrante no 8º DP (Brás) por ter causado pânico, delito previsto no artigo 41 da Lei das Contravenções Penais, e responderá ainda por ameaça e dano qualificado. Ele será apresentado nesta sexta-feira, 17, para audiência de custódia, onde a Justiça decidirá sobre a manutenção da sua prisão. 

Insatisfeito. Em depoimento, disse que estava insatisfeito com a metodologia de avaliação da universidade e decidiu fazer o "protesto". Contra ele, a polícia identificou ainda um boletim de ocorrência por assédio sexual contra uma colega, cometido em uma data não informada. 

Em nota divulgada pelo Facebook, a universidade disse que o ocorrido foi um "caso isolado". "Temos a informar que um aluno teve um comportamento exacerbado e chegou a utilizar um taco de beisebol para depredar o ambiente, causando certa perplexidade às demais pessoas presentes. Imediatamente a Universidade acionou a segurança local e a polícia, que identificaram e detiveram o indivíduo pela conduta inadequada."

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