Reprodução/Google Street View
Reprodução/Google Street View

Estudante de Medicina é morta por asfixia pelo namorado em Campinas

Rapaz cometeu suicídio após o crime; caso é o segundo feminicídio registrado no Estado de São Paulo em menos de 24 horas

Priscila Mengue e Rene Moreira, especial para O Estado de S. Paulo

08 Julho 2018 | 16h53

SÃO PAULO - A estudante de Medicina Marília Camargo de Carvalho, de 27 anos, foi encontrada morta na manhã deste domingo, 8, em Campinas, no interior de São Paulo. O principal suspeito é o namorado da jovem, o estudante de Educação Física Rafael Moraes Garcia, de 28 anos, que cometeu suicídio após o crime. O caso é o segundo feminicídio registrado no Estado de São Paulo em menos de 24 horas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, a Polícia Militar chegou ao local por volta das 7h10, quando encontrou o corpo de Rafael no quintal do condomínio em que a vítima morava, na Avenida Império do Sol Nascente, no bairro Jardim Aurélia. Ele teria se jogado após cortar a rede da sacada.

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A Polícia Militar arrombou o apartamento da jovem, localizado no 16º andar. No local, encontrou o corpo de Marília, que apresentava sinais de asfixia. A suspeita é que ela tenha morrido na madrugada. O casal namorava havia cerca de quatro anos.

Depois do crime, o rapaz entrou e saiu do prédio algumas vezes, como mostram câmeras de segurança, mas nenhum vizinho ou funcionário do local suspeitou ou ouviu algum barulho.

A estudante encerrou as aulas na última sexta-feira, 6, e sua formatura estava marcada para o próximo fim de semana. A jovem iria seguir a carreira do pai, Ely B. de Camargo, que é médico.

Os dois moravam próximos, mas a família da garota é de Toledo, no interior do Paraná , enquanto que a de Rafael é de Itapagipe, no Triângulo Mineiro. 

O caso foi registrado como feminicídio no plantão do 1º Distrito Policial de Campinas e será investigado pelo 3º Distrito Policial. No apartamento, foram apreendidos dois notebooks, dois celulares e um tablet, que foram encaminhados para a perícia. Os corpos de Marília e Rafael também serão periciados. 

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Por meio de nota, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) lamentou a morte de Marília, que cursava Medicina na universidade. "A Reitoria da PUC-Campinas, as Diretorias do Centro de Ciências da Vida e da Faculdade de Medicina e toda a comunidade universitária lamentam profundamente a perda da aluna e se solidarizam com a dor da família", diz a nota.

Capital. O outro feminicídio registrado no Estado ocorreu na zona norte da cidade de São Paulo. Por volta das 23 horas de sábado, 7, o cabo Renan da Silva Azevedo, de 31 anos, matou a soldado Lourdes Patrícia de Campos Lopes, de 33 anos, com quem mantinha um relacionamento conjugal.

Após o crime, o policial cometeu suicídio. O caso ocorreu na Avenida Maria Amália Lopes de Azevedo, na Vila Albertina, e é investigado pelo 43º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (43º BPM/M).

 

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