Estudante da Faap é detido por porte de maconha

Policiais foram à faculdade após denúncia de tráfico, mas só o jovem foi flagrado, com pequena quantidade de droga

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2012 | 02h05

Um estudante de 19 anos da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) foi detido ontem por policiais do Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) nas imediações da faculdade por porte de maconha. Como era pouca quantidade, ele assinou um termo circunstanciado e foi solto em seguida. Os pais foram chamados à delegacia.

Os policiais chegaram até ele por uma denúncia anônima de tráfico de entorpecentes na faculdade. Por volta das 11h, encontraram o garoto fumando perto da Faap, que fica na Rua Alagoas, em Higienópolis, região nobre da área central da capital.

Com o estudante, os policiais entraram na faculdade à procura de drogas. Encontraram dois cigarros de maconha no armário dele. O caso teve repercussão entre os alunos, que se assustaram ao ver o colega saindo algemado do câmpus.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a quantidade era pouca e o jovem foi considerado usuário. Nenhum traficante foi encontrado nem foi feito boletim de ocorrência do caso, mas o Denarc continuará a investigar o caso.

Em nota, a Faap lamentou "o episódio ocorrido em sua sede" e repudiou "qualquer tipo de comportamento que fuja aos padrões da legalidade dentro ou fora da instituição".

Em maio do ano passado, um aluno foi morto no estacionamento da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP). A universidade, então, assinou um convênio de cinco anos com a Polícia Militar, que montou base no câmpus. Em outubro, três alunos de Geografia foram detidos fumando maconha no local. A presença e a ação dos policiais geraram uma série de confrontos com os alunos que ocuparam a reitoria da universidade.

Em 2010, 20 jovens com idades entre 16 e 24 anos foram detidos na Operação Amsterdã. Eles foram acusados de vender e usar drogas na frente de bares na Vila Buarque, região central da cidade. Pelo menos quatro eram alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A esquina também era frequentada por universitários de outras faculdades.

À época, a polícia colocou o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) para investigar os jovens.

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