Estratégia é revisar contratos polêmicos

Além de reforçar a fiscalização das concessionárias, a consultoria da coleta de lixo abrirá uma brecha essencial para a realização de uma promessa que remonta à campanha eleitoral de 2004: a revisão dos polêmicos e bilionários contratos de lixo. O atual sistema foi desenvolvido no último ano da gestão Marta Suplicy, que contratou duas empresas por R$ 10 bilhões para fazerem a coleta por 20 anos.

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2011 | 00h00

Seu adversário naquela eleição, José Serra (PSDB), afirmou que o contrato era "superfaturado" e reduziu a verba repassada às empresas - o que atrasou o cronograma de obrigações previstas, como a coleta seletiva e a conteinerização. O fantasma chegou a Gilberto Kassab (sem partido), que, em 2009, chegou a anunciar corte de 10% na verba repassada às empresas. O "blefe" não se concretizou, mas serviu de argumento para as empresas justificarem mais atrasos no cronograma.

Com a contratação da consultoria, Kassab espera ganhar argumentos e legitimidade técnica para justificar uma possível revisão contratual - que, pelas regras do atual acordo, podem ser feitas a cada cinco anos. Na vida real, a revisão abre espaço para que a Prefeitura exija melhorias na coleta seletiva, no uso de contêineres e no serviço - o sonho do prefeito é obrigar as concessionárias a fazer a coleta também nos domingos.

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